Operação Lava Jato

"Não há como fazer pressão" sobre Lava Jato, diz diretor da PF

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

  • Sérgio Lima - 28.mar.2013/ Folhapress

    Leandro Daiello, diretor da PF

    Leandro Daiello, diretor da PF

O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Leandro Daiello, disse nesta quarta-feira (25) "não há como fazer pressão" contra Operação Lava Jato. Nesta semana, gravações reveladas pelo jornal "Folha de S.Paulo" mostraram os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Renan Calheiros (PMDB-AL) e o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Nos diálogos, Jucá menciona um "pacto" para "estancar a sangria" causada pela Lava Jato e Renan defende a mudança na lei das delações premiadas.

"Não há forma ou maneira de se fazer pressão ou se discutir pressão (sobre a PF) por sermos legalistas. A PF cumprirá a lei usando os instrumentos que a lei permite. Todos eles", afirmou Daiello ao ser questionado se ele temia uma eventual pressão política para barrar o avanço da Operação Lava Jato.

As declarações foram feitas durante uma entrevista coletiva convocada pelo governo do presidente interino, Michel Temer, para anunciar a criação de Comitê Executivo de Coordenação e Controle de Fronteiras. O grupo, que terá a participação do Ministério da Defesa, das Relações Exteriores, da Fazenda, da Justiça e de agência como a Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

As gravações nas quais líderes do PMDB conversam com Sérgio Machado, que é investigado por seu suposto envolvimento no esquema de desvio de dinheiro público da Petrobras, foram tema de perguntas de diversos repórteres ao longo da entrevista coletiva que contou com a presença de Daiello, do ministro das Relações Exteriores, José Serra; do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha; do ministro da Defesa, Raul Jungmann, e do secretário nacional da Receita Federal, Jorge Rachid. Padilha saiu no meio da entrevista.

Os ministros tentaram manter o foco da entrevista sobre a criação do comitê, mas coube a Raul Jungmann defender o governo. "Cabe apenas ressalvar uma orientação geral do presidente Temer de que a Lava Jato deve continuar e que obviamente alcançar os seus objetivos a partir do ponto de vista e neste sentido, todo o governo age e pensa e está coordenado no mesmo sentido", afirmou.

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