Alan Marques/Folhapress

Processo de impeachment

Para Dilma, recriar CPMF evitaria que mais pobres paguem conta da crise

Do UOL, em São Paulo

A presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), voltou a defender nesta terça-feira (7) a volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e afirmou que o governo precisa aumentar a arrecadação para evitar que os mais pobres paguem a conta da crise econômica.

"Numa crise, se acirra o conflito distributivo. Os mais ricos não vão querer pagar uma parte da conta. Daí esse horror [dos ricos] com a CPMF", disse em encontro com historiadores realizado no Palácio do Alvorada, em Brasília. Ela argumentou que a CPMF é positiva porque "quem faz mais transações financeiras paga mais".

"Em todos os países, diante da crise, se discute quem paga a conta. Se você coloca a conta toda para cima da população, você tem um retrocesso inimaginável. Daí que você tem que necessariamente aumentar a receita. Se não aumentar a receita, a conta é paga pelos mais pobres", declarou.

Em oposição a cortes de gastos cogitados pelo governo do presidente interino Michel Temer (PMDB), a petista defendeu a manutenção dos investimentos em Educação e Saúde.

Dilma voltou a dizer que não cometeu crime de responsabilidade que justifique o pedido de impeachment e afirmou que a lei que normatiza o afastamento, de 1950, precisa ser atualizada. "A lei que rege o impeachment no Brasil é arcaica."

A presidente afastada criticou o corte de ministérios feito por Temer, voltou a declarar que o governo do peemedebista não tem legitimidade e está "desmantelando toda uma política" construída pelos governos eleitos do PT. 

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