Processo de impeachment

Seis ex-ministros de Dilma votam para transformá-la em ré no Senado

Do UOL, em São Paulo

  • Renato Costa/Folhapress

    Eduardo Braga deixou o ministério de Dilma em abril e votou a favor de tornar a presidente afastada em ré

    Eduardo Braga deixou o ministério de Dilma em abril e votou a favor de tornar a presidente afastada em ré

Seis senadores que já foram ministros de governo Dilma Rousseff votaram na madrugada desta quarta-feira (10) para transformá-la em ré no processo de impeachment. Deste total, cinco senadores já tinham votado em maio pela abertura do processo de impedimento. O sexto voto foi o do ex-ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB-AM), que se ausentou da votação realizada de 12 de maio, por questões de saúde.

O Senado decidiu transformar a presidente afastada, Dilma Rousseff, em ré no processo de impeachment sob a acusação de ter cometido crime de responsabilidade em práticas financeiras de seu governo.

Os cinco ex-ministros que mantiveram seu voto contra Dilma foram Edison Lobão (PMDB-MA), que foi ministro de Minas e Energia de Dilma; Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), ex-ministro da Integração Nacional; Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), ex-ministro da Previdência; Marcelo Crivella (PRB-RJ), que já comandou o Ministério da Pesca; e Marta Suplicy (PMDB-SP), ex-ministra da Cultura.

Três ex-ministros de Dilma votaram favoravelmente à presidente afastada. São eles: Gleisi Hoffmann (PT-PR), que já foi ministra chefe da Casa Civil, Armando Monteiro (PTB-PE), ex-titular da pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e Kátia Abreu (PMDB-TO), que chefiou a Agricultura.

Ex-ministros de Lula

Três ex-ministros de Lula votaram entre os 59 senadores que optaram por tornar ré a presidente afastada: Cristovam Buarque (PPS-DF), ex-ministro de Educação; Eunício Oliveira (PMDB-CE), ex-ministro das Comunicações; e Romero Jucá (PMDB-RR), que foi ministro da Previdência.

Dois ex-ministros do governo Lula –Humberto Costa (PT-PE/Saúde) José Pimentel (PT-CE/Previdência)—votaram contra a pronúncia da presidente afastada.

O julgamento de fato da presidente deve ser feito pelo Senado, em sessões no final deste mês. Cabe ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, que preside essa fase do processo, marcar a data.

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