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Crivella defende Malafaia e diz que evangélico é "vítima de preconceito"

O pastor Silas Malafaia chega para depor na sede da Polícia Federal em São Paulo, na zona oeste da cidade, na tarde desta sexta-feira (16) - J.F. Diorio/Estadão Conteúdo
O pastor Silas Malafaia chega para depor na sede da Polícia Federal em São Paulo, na zona oeste da cidade, na tarde desta sexta-feira (16) Imagem: J.F. Diorio/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

16/12/2016 21h56Atualizada em 16/12/2016 21h56

O prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), saiu em defesa do pastor Silas Malafaia, que foi alvo nesta sexta-feira (16) de um mandado de condução coercitiva dentro da Operação Timóteo, da Polícia Federal.

Em um vídeo publicado na noite desta sexta-feira (16) em sua página no Facebook, Crivella afirmou que a operação "cometeu uma injustiça contra um homem de bem" e declarou que o pastor foi "vítima de bandidos que operavam o Departamento Nacional de Produção Mineral [DNPM]". O diretor do DNPM, Marco Antonio Valadares Moreira, e a mulher dele foram presos pela PF.

"Lamentei profundamente a operação da Polícia Federal", disse o prefeito eleito do Rio. "Ele [Malafaia] é uma vítima. Vítima não só de um cheque dado por uma pessoa indevidamente, mas vítima também de um preconceito contra evangélico. Isso, no fundo, é preconceito contra nós evangélicos".

A operação investiga um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral. Moreira comanda a Diretoria de Procedimentos Arrecadatórios, responsável por gerenciar as receitas do DNPM. O setor cobra e distribui as cotas-partes da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), o chamado royalty da mineração, a Estados e municípios.

Malafaia se diz indignado com condução coercitiva

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Segundo a PF, Malafaia teria "emprestado" contas correntes da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo para ocultar valores desviados por esse esquema. Em posts no Twitter, o religioso afirmou ter recebido uma "oferta de cem mil reais de um membro da igreja" de um outro pastor, que seria seu amigo.

"Não sei o não conheço o que ele faz", afirmou Malafaia. O cheque teria sido depositado pelo próprio beneficiário em sua conta corrente. "Por causa disso sou ladrão? Sou corrupto? Recebo ofertas de inúmeras pessoas."

"O pastor Malafaia foi vítima; recebeu uma oferta de uma empresa que estava envolvida em um crime. Ele é uma vítima de um cheque dado por uma pessoa, indevidamente, e vítima também de preconceito contra evangélicos", declarou Crivella.