Rodrigo Maia registra candidatura na Câmara após ser liberado pelo STF

Bernardo Barbosa e Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

  • Pedro Ladeira/Folhapress

    Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito em julho de 2016 à presidência da Câmara para um mandato-tampão

    Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito em julho de 2016 à presidência da Câmara para um mandato-tampão

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) registrou na noite desta quarta-feira (1º) sua candidatura à presidência da Câmara. Atual mandatário da Casa, ele só pôde formalizar sua tentativa de reeleição após ser oficialmente liberado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

No início da noite, o ministro Celso de Mello negou o pedido de liminar de alguns deputados para que Maia fosse proibido de se candidatar. Eles alegavam que a Câmara não permite reeleições, mas o presidente argumentou que seu atual mandato é tampão, já que ele foi escolhido no ano passado para substituir Eduardo Cunha (PMDB-RJ) quando o conterrâneo foi afastado da presidência - posteriormente, Cunha também teve o cargo cassado.

"[...] Em juízo de estrita delibação, e sem prejuízo de ulterior reexame tanto da cognoscibilidade desta ação de mandado de segurança quanto da pretensão mandamental nela deduzida, indefiro o pedido de medida liminar. [...] determino seja citado, na condição de litisconsorte passivo necessário, o Deputado Federal Rodrigo Felinto Ibarra Epitácio Maia. Para tanto, o ora impetrante deverá adotar, no prazo de 05 (cinco) dias (Súmula 631/STF), junto à Secretaria deste Supremo Tribunal, as providências necessárias à efetivação do referido ato citatório. Publique-se", diz decisão de Mello.

Em entrevista logo após a decisão ser anunciada, Maia afirmou que a possibilidade de sua reeleição é uma questão que deveria ser decidida internamente pela Câmara e criticou os deputados que levaram a questão à Justiça.

"Eu acho que mesmo sendo uma decisão positiva, não foi do meu ponto de vista o melhor caminho pra Câmara dos Deputados, que ficou discutindo a Justiça e não discutindo o país", disse.

"Eu graças a Deus caminhei desde o final do ano construindo uma candidatura discutindo o Brasil. Discutindo nosso futuro, as reformas que o Brasil precisa votar ainda no primeiro semestre, de que forma o Brasil retoma o crescimento econômico", afirmou Maia.

Após a decisão em favor de Maia, Rogério Rosso, do PSD-DF, que foi o primeiro a anunciar candidatura, resolveu se retirar da disputa.

Por enquanto, além de Maia, outros cinco deputados permanecem na disputa pela presidência da Câmara: Jovair Arantes (PTB-GO), André Figueiredo (PDT-CE), Júlio Delgado (PSB-MG), Luiza Erundina (PSOL-SP) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que oficializou sua candidatura na noite desta quarta.

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