Crivella defende filho na prefeitura: "Rio vai aplaudir"

Do UOL, no Rio

  • Reprodução/Facebook

    A nomeação de Marcelo Hodge Crivella foi publicada nesta quinta-feira (2)

    A nomeação de Marcelo Hodge Crivella foi publicada nesta quinta-feira (2)

Após causar polêmica ao nomear o próprio filho como secretário-chefe da Casa Civil da prefeitura do Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella defendeu a nomeação. "Tenho certeza de que o povo do Rio vai aplaudir", afirmou em coletiva na manhã desta sexta-feira (3).

A nomeação de Marcelo Hodge Crivella foi publicada nesta quinta-feira (2) no Diário Oficial municipal. De acordo com Crivella, Marcelo, 31, "tem experiência para assumir o cargo". "Na vida privada, [ele] teve empregos de direção em multinacionais importantes. Trabalhou no exterior, no Brasil, caminhou ao meu lado e esteve ao meu lado em tudo que fiz", afirmou.

Marcelinho, como é conhecido pela família, é formado em psicologia cristã pela Universidade Biola, na Califórnia, e tem mestrado em empreendedorismo em Oxford Brookes, no Reino Unido, segundo divulgou em seu Facebook. Ele já trabalhou na área de licenciamento de marcas da TV Record e hoje está a frente da Seven, escola de computação gráfica.

Na Casa Civil, o filho de Crivella será o responsável pela coordenação do trabalho de todas as secretarias municipais do Rio. Antes de ser nomeado, ele já havia participado da coordenação da campanha de Crivella a prefeito do Rio.

Logo depois de tomar posse, em 1º de janeiro, Crivella chegou a ser questionado sobre a possibilidade de seu filho assumir um cargo na gestão municipal. Na época, o novo prefeito disse contar com o trabalho do filho em sua gestão seria um "sonho". Ressaltou, porém, que Marcelinho tinha compromissos profissionais no exterior que o impediam de integrar a equipe do novo governo.

Apesar disso, Marcelinho participou de reuniões convocadas por Crivella depois que tomou posse. Agora, passará a ocupar oficialmente um cargo-chave na prefeitura.

Outras polêmicas em nomeações

Além do filho, Crivella já causou polêmica com outras nomeações. Ele já havia nomeado sua mulher, Sylvia Jane Crivella, para coordenar a Obra Social na cidade.

O prefeito ainda escolheu Jorge Braz de Oliveira, da Igreja Universal, para dirigir o Procon do Rio. Isso, mesmo depois de ter dito na campanha que não colocaria em seu governo integrantes da igreja.

Crivella também recuou de cinco nomeações realizadas no início do seu governo. Ele revogou a indicação do advogado Arthur Fuks para a Subsecretaria de Inclusão Produtiva. Fuks defendeu em redes sociais a morte de presidiários e a prisão para crianças.

O prefeito também nomeou o delegado federal Bráulio do Carmo Vieira de Melo para Coordenadoria Especial de Transportes Complementares. Melo foi exonerado logo depois porque é réu de um processo por emprego de arma de fogo e uso restrito.

O coronel bombeiro Claudio Rosa da Fonseca também deixou a Defesa Civil depois de reportagens revelarem que ele já foi condenado por uso irregular de recursos públicos.

Crivella ainda recuou ainda da nomeação da merendeira e cantora gospel Nilzimar Higino Pereira para um posto na secretaria de Transportes e do professor Paulo Cezar Ribeiro para a CET-Rio.
 

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