Operação Lava Jato

Cabral passa mal e é levado para atendimento em UPA no Complexo de Bangu

Do UOL, em São Paulo

  • Rodrigo Félix/Agência de Notícias Gazeta do Povo/Estadão Conteúdo

    Acompanhado de agentes da PF, Sérgio Cabral faz exames no IML de Curitiba em dezembro de 2016

    Acompanhado de agentes da PF, Sérgio Cabral faz exames no IML de Curitiba em dezembro de 2016

O ex-governador Sergio Cabral (PMDB-RJ) precisou de atendimento médico nessa segunda-feira (13) em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu (na zona oeste do Rio), onde ele está preso.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, o ex-governador passou por um primeiro atendimento no ambulatório da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira antes de precisar ser encaminhado à UPA Dr. Hamilton Agostinho de Castro Vieira, no próprio complexo.

Conforme a Seap, Cabral foi submetido a exames antes de retornar à unidade prisional. Ainda segundo a pasta, que, indagada sobre quais exames foram feitos, não deu detalhes sobre os procedimentos, tampouco sobre os sintomas, o preso já "passa bem".

A reportagem tentou contato com a defesa do ex-governador, mas o advogado Ary Bergher não atendeu os telefonemas.

O ex-governador foi acusado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Tanto ele quanto o empresário Eike Batista --acusado pela força-tarefa da operação Lava Jato de ter pago US$ 16,5 milhões em propina ao esquema liderado por Cabral para ter benefícios em seus negócios-- estão presos no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu.

O ex-governador do Rio já é réu em três ações penais.

Transferência

O Ministério Público do Rio tenta barrar a transferência do ex-governador, preso há quase três meses em Bangu, para o antigo BEP (Batalhão Especial Prisional) de Benfica, na zona norte, onde está sendo construída uma ala para presos da Lava Jato.

O presídio está desativado desde 2015 e, segundo revelou o "Fantástico", da TV Globo, no domingo (12), vem sendo reformado para abrigar presos com curso superior, como o ex-governador.

Quando em funcionamento, o BEP abrigava policiais militares que aguardavam julgamento. A unidade foi fechada depois que uma juíza foi agredida a pauladas durante uma inspeção surpresa. Na ocasião, foram descobertas regalias que os presos tinham, como móveis, eletrodomésticos e celulares. Eles tinham acesso até a carne para churrasco e cerveja.

Ao "Fantástico", o secretário de Administração Penitenciária, coronel Erir Ribeiro, negou que Cabral vá obter privilégios no BEP. A promotora Valéria Videira, responsável pela fiscalização de penitenciárias, disse que o MP vai tentar impedir a transferência.

"A falta de fiscalização e a vulnerabilidade do local vão propiciar o ingresso de mordomias e vantagens que hoje não estão ocorrendo (em Bangu)", afirmou.

(Com Estadão Conteúdo)

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