Alckmin minimiza nome de Doria à Presidência e classifica hipótese como "ansiedade"

Janaina Garcia

Do UOL, em São Paulo

  • Janaina Garcia/UOL

    Governador de SP, Geraldo Alckmin, durante evento do Lide

    Governador de SP, Geraldo Alckmin, durante evento do Lide

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), atribuiu a uma questão de "exemplo pessoal" a hipótese que corre dentro do partido de cogitar seu pupilo, João Doria (PSDB), à disputa presidencial. Doria está no comando da prefeitura paulistana há pouco mais de dois meses, após ser bancado pelo governador nas prévias do partido.

"Me sinto muito feliz", disse. "Ele [Doria] tem uma capacidade de trabalho e uma liderança para criar na cidade esse espírito de parceria", definiu. 

Para o governador, os "novos modelos de gestão" na administração pública exigem "eficiência". "O exemplo pessoal dele repercutiu no Brasil inteiro. O prefeito da maior cidade do Brasil participa aos domingos de mutirão de limpeza --o prefeito de uma cidade pequena também será cobrado", comparou.

Por outro lado, o tucano desconversou ao ser questionado se tentaria fazer do prefeito seu sucessor ao governo paulista --ou mesmo se disputaria com ele a indicação à Presidência. "Os que mais sofrem de ansiedade são os políticos e os jornalistas. Tudo tem seu tempo", encerrou.

O governador foi o homenageado em um almoço do grupo Lide, fundado por Doria e composto por empresários com receita mínima anila de R$ 200 milhões anuais. Um total de 464 empresários, segundo o Lide, participou do evento.

Empresários reclamam de obras paradas e violência

Após fazer uma apresentação resumida sobre as finanças e as obras de infraestrutura do Estado, o governador foi alvo de perguntas em tom crítico por parte da plateia --como as que abordaram obras paradas ou lentas nos transportes sobre trilhos e rodoviário, por exemplo, ou as que reclamaram da violência e cobraram ações por parte do governo --em relação, inclusive, aos "salários baixos da Polícia Civil".

Sobre as obras, Alckmin defendeu as PPPs (Parcerias Público-Privadas), mas enfatizou que nem sempre vale a lógica de que "os governos são muito mal administrados, e as empresas, muito bem administradas". Por outro lado, elencou as obras do metrô e da CPTM em andamento, disse que "a única parada é a da linha 6", que pode ser relicitada, e prometeu para 2018 novo trecho do Rodoanel.

Sobre a violência, o tucano destacou que o índice de homicídios em São Paulo, de 8,4 assassinados a cada 100 mil habitantes, está abaixo da média nacional, de 26 a cada 100 mim.

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