Operação Lava Jato

Após vistoria, Justiça do Rio manda soltar mulher de Sérgio Cabral

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

  • Reprodução

    7.dez.2016 - A ex-primeira dama do Estado do Rio Adriana Ancelmo aparece usando o mesmo uniforme que o seu marido, Sergio Cabral, na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, um das unidades do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu

    7.dez.2016 - A ex-primeira dama do Estado do Rio Adriana Ancelmo aparece usando o mesmo uniforme que o seu marido, Sergio Cabral, na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, um das unidades do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu

Juiz Marcelo Bretas, da Justiça Federal do Rio, concedeu alvará de soltura a Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio. Ela vai cumprir prisão domiciliar na residência da família, no Leblon, zona sul do Rio. 

O carro da Polícia Federal que vai transferir Ancelmo do complexo penitenciário de Bangu para o apartamento dela deixou a sede da PF por volta das 15h30. Uma oficial de Justiça acompanha os agentes em outro veículo. 

Acusada de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa pela força-tarefa da Lava Jato no Rio, Adriana está presa preventivamente desde 6 de dezembro. A suspeita é de que ela participava do esquema de corrupção liderado pelo marido Sérgio Cabral.

A decisão ocorre um dia após a Polícia Federal realizar uma vistoria no apartamento do casal.

A visita da PF durou um pouco mais de uma hora e serviu para garantir que Ancelmo não teria acesso a telefone fixo e celular, além de internet. A ex-primeira dama pode ser transferida para casa ainda nesta quarta-feira.

A prisão domiciliar

O juiz Bretas chegou a conceder o benefício de prisão domiciliar à Adriana, no dia 17 deste mês, com o argumento de que os dois filhos do casal, de 10 e 14 anos, não poderiam ser privados do convívio simultâneo do pai e da mãe, já que os dois estão presos em Bangu. Hoje, eles estão sob o cuidado do irmão mais velho, o deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB), filho de Sérgio Cabral com Susana Neves, sua primeira mulher.

Bretas exigiu, então, o cumprimento de pré-requisitos: que, em casa, Adriana não tivesse acesso a linha telefônica e internet. O apartamento da ex-primeira dama chegou a ser vistoriado, mas ela não foi liberada. O desembargador federal Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal, da 2ª Região (Rio e Espírito Santo) suspendeu a liminar no último dia 20, porque, em sua opinião, o benefício da prisão domiciliar "criaria expectativas vãs para a própria acusada, que poderia vir a ser presa novamente, e para outras mulheres presas preventivamente, que não conseguem o mesmo direito", como afirmou em sua decisão.

Com a nova decisão, da ministra do STJ, a defesa de Adriana voltará a recorrer ao juiz Bretas, que decidirá se vai acatar a nova liminar e, se acatar, pode pedir nova vistoria no apartamento da família Cabral, no Leblon, na zona sul do Rio.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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