Operação Lava Jato

Os investigados do PR

Do UOL, em São Paulo

 

Alfredo Nascimento, deputado federal pelo Amazonas

Delatores: Benedicto Barbosa da Silva Júnior, José de Carvalho Filho, João Antônio Pacífico Ferreira e Paulo Falcão (inquérito 4443)
Suspeita: o então ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, a pedido do deputado federal Milton Monti, tratou de temas ligados aos interesses da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias. Nessa ocasião, teria sido solicitada "ajuda financeira" para a campanha eleitoral de Alfredo Nascimento, no valor de R$ 200 mil por cada empresa que lá se fazia presente. O repasse teria sido feito no ano de 2006, por meio de recursos não contabilizados. Acordo entre as empresas teria resultado em benefício espúrio a diversos agentes públicos do DNIT e no pagamento de vantagem indevida ao deputado federal Inocêncio Oliveira, supostamente beneficiado com o repasse de R$ 300 mil, por meio do Setor de Operações Estruturadas. Acresce-se que o repasse feito a Alfredo Nascimento também seria contemporâneo ao ajuste de mercado, o que justificaria a investigação dos fatos.
Crimes: vantagem indevida e lavagem de dinheiro
Outro lado: Em nota, o deputado afirmou receber com "surpresa" a notícia de que seu nome está na lista. "Não tenho e não tive qualquer relação com executivos, empresas e estatais envolvidos", disse

João Carlos Bacelar, deputado federal pela Bahia

Delatores: Marcelo Bahia Odebrecht, Paul Elie Altit e Paulo Ricardo Baqueiro de Melo (inquérito 4430)
Suspeitas: os colaboradores narram que, no ano de 2012, Carlos Zarattini, em conjunto com João Carlos Bacelar (PR-BA) e o então deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), solicitaram vantagem indevida à Odebrecht em contrapartida pela atuação em prol da aprovação de aquisição de torre comercial e de shopping center no empreendimento "Parque da Cidade". Nesse contexto, firmou-se ajuste, com a participação do então ministro Guido Mantega, que, ocorrendo a concretização do negócio, seria lançado crédito de R$ 27 milhões em benefício do PT, dos quais R$ 5 milhões seriam destinados de forma específica a Zarattini e Vaccarezza.
Crimes: lavagem de dinheiro e vantagem indevida
Outro lado: o UOL ainda não conseguiu entrar em contato com o parlamentar

Milton Monti, deputado federal por São Paulo

Delatores: José de Carvalho Filho e Claudio Mello Filho
Suspeitas: Os delatores relatam a ocorrência de ajuste de mercado com o objetivo de assegurar ao Grupo Odebrecht a execução da obra atinente à Ferrovia Norte-Sul, conduzida pela empresa pública VALEC. Informam, ademais, o pagamento de propina a agentes públicos nos anos de 2008 e 2009, por volta de 4% sobre o contrato, sendo 3% destinados ao grupo político de Valdemar da Costa Neto e 1% destinado ao grupo político de José Sarney. Nesse contexto do grupo capitaneado por Valdemar da Costa Neto, o deputado Milton Conti teria atuado na cobrança de vantagem indevida, sendo a propina paga por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht
Crimes: corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro 
Outro lado: Em nota, o deputado disse não ter conhecimento do teor das citações referentes ao seu nome. "Todas as doações para as minhas campanhas eleitorais foram feitas legalmente. É bom que se apure, pois, assim, a minha inocência será comprovada", declarou



Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos