Após tumulto com "pixuleco" em Curitiba, organizadores avaliam protesto como positivo

Vinícius Boreki

Colaboração para o UOL, em Curitiba

  • Vinicius Boreki/Colaboração para o UOL

    O boneco inflável "Pixuleco" em manifestação pró-Lava Jato em Curitiba

    O boneco inflável "Pixuleco" em manifestação pró-Lava Jato em Curitiba

A chegada do boneco "pixuleco" (alusão à forma como ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto se referia à propina, segundo o delator Ricardo Pessoa, da UTC) no local onde se concentram os apoiadores da Lava Jato, por volta das 14h desta quarta-feira (10), provocou confusão em Curitiba. Os apoiadores da Lava Jato estão concentrados em uma esquina em frente ao museu Oscar Niemeyer. 

Após o ato, os organizadores do protesto avaliaram que o movimento foi positivo para "marcar uma posição" e estimam que 400 pessoas passaram no local ao longo do dia. A reportagem do UOL, no entanto, contou cerca de 150 pessoas.

Criado em agosto de 2015, o boneco que representa o ex-presidente Lula preso se tornou algo constante em manifestações que pediam o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) e contrárias ao petista. O boneco que está em Curitiba veio de Ribeirão Preto (SP). "Ele fica no interior de São Paulo para facilitar a logística para todo país", afirma Daniel de Almeida, coordenador do MBR (Movimento Brasil).

Após uma suposta tentativa de agressão, o boneco foi escoltado com faixas, impedindo que os manifestantes se aproximem dele. Com 17 metros, o "pixuleco" foi dividido em várias partes numeradas para facilitar a manutenção. "Antes, se ele fosse rasgado, o boneco era perdido. Agora, ele está dividido em várias partes, o que torna nosso trabalho mais simples, já que podemos mandar refazer apenas uma parte", ressalta Almeida.

Vinicius Boreki/Colaboração para o UOL
Organizadores de ato pró-Lava Jato desinflaram o boneco Pixuleco no final da tarde e o guardaram na sacola preta

Logo após a chegada do boneco, um homem que entrevistava os participantes do ato e fazia questões sobre outros políticos citados ao longo da Lava Jato, como Aécio Neves (PSDB), foi retirado do ato com proteção policial.

"Queria saber o que as pessoas tinham de informação sobre o Lula e mostrei políticos na mesma situação", afirma o microempresário André Roberto. "Meu objetivo era saber se estavam apoiando a Lava Jato ou só são contra alguns nomes", afirmou.

Na sequência, algumas pessoas dentro de um ônibus de turismo da prefeitura de Curitiba passaram criticando o ato. Quando o veículo estacionou em sua parada obrigatória, houve troca de xingamentos entre os integrantes do ato e um grupo de 5 pessoas.

O boneco foi cercado com uma faixa --um espécie de escolta-- para impedir que as pessoas se aproximem dele.

No final da tarde, por volta de 17h45, o boneco foi desinflado e retirado do local.

André Lucas/UOL
Boneco de Lula usado por integrantes de movimentos sociais como o MST e de centrais sindicais como a CUT

Ao longo do ato, representantes do Movimento Brasil estão vendendo pequenos Pixuleco para arrecadar dinheiro. "É esta verba que nos sustenta", diz Almeida.

O ato pró-Lula em Curitiba também teve um boneco do ex-presidente. A versão usada pelas centrais sindicais e movimentos sociais, como o MST, no entanto, vestia vermelho e tinha adesivos a favor do ex-presidente. 

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