Desde revelação de escândalo, perfis de Temer na web permanecem em silêncio

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

  • Beto Barata/PR

Desde a revelação nesta quinta-feira (18) do depoimento do executivo da JBS, Joesley Batista, à PGR (Procuradoria-Geral da República), segundo o qual o presidente da República, Michel Temer (PMDB), teria dado aval para comprar o silêncio de possíveis delatores, os perfis oficiais do peemedebista no Twitter e no Facebook permanecem em silêncio. A reportagem considerou as publicações divulgadas até as 15h desta quinta (18).

A reportagem do jornal "O Globo", que revelou as informações, foi publicada no portal do diário nesta quarta às 19h30. A última postagem – um retweet sobre direitos humanos – no perfil do presidente no Twitter foi às 17h23. O último post original, sem ser reproduzido, na rede social foi do presidente recebendo uma bíblia das mãos do pastor da Assembleia de Deus, Samuel Câmara, às 16h57.

"Recebi, hoje, mais um exemplar da Bíblia das mãos do pastor Samuel Câmara. Um livro sagrado que guia a minha vida e de milhões brasileiros", escreveu Temer no post.

 

No Facebook, as últimas postagens de seu perfil oficial abordam temas de cunho econômico, como um vídeo com fala do presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o discurso de Temer na 20ª Marcha Nacional dos Prefeitos, na terça (16). Na ocasião, ele assinou MP (Medida Provisória) que renegocia as dívidas das prefeituras com o INSS.

Nos últimos dias, o presidente tentava promover um clima de comemoração devido ao um ano de governo, completados na sexta-feira passada (12). A foto de capa, por exemplo, é um banner com o escrito "Um ano de coragem, trabalho e avanços. O Brasil está mudando agora".

Perfis do Planalto

Os perfis oficiais do Palácio do Planalto no Twitter e no Facebook também não foram atualizados com assuntos diversos do governo desde a revelação do depoimento de Batista, como costumam ser.

As últimas postagens no Twitter e no Facebook, por exemplo, foram somente a nota divulgada pela Presidência na noite desta quarta em que Temer afirmou que "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha" e negou ter participado ou autorizado "qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos