Permanência de Aécio na presidência do PSDB é "inviável", diz secretário-geral

Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

  • Marcos Fernandes/Divulgação

Secretário-geral do PSDB, o deputado federal Silvio Torres (SP) disse na manhã desta quinta-feira (18) acreditar ser "provável" que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do partido, se afaste do posto nas próximas horas. Para Torres, a permanência do tucano na liderança da sigla é "inviável".

Hoje, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu afastar Aécio do cargo de senador, um dia após a divulgação da informação de que ele teria pedido R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS.

A Procuradoria-Geral da República também pediu a prisão do tucano, mas o ministro do Supremo Edson Fachin, responsável pela Lava Jato na Corte, preferiu deixar a decisão para o plenário. Ainda não há definição de quando o pedido será julgado.

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"A situação dele [Aécio] é muito mais grave do que só se afastar ou não do partido. A prioridade dele agora é evitar essa prisão", disse Torres.

A avaliação foi feita pouco antes de o deputado entrar na sala da liderança do PSDB para se reunir com quase metade da bancada tucana na Câmara, que tem 47 integrantes. Na reunião, os parlamentares vão discutir a situação de Aécio e também o apoio do partido ao governo federal.

"O que está em jogo é a estabilidade do país. O partido tem que ter responsabilidade", disse Torres. "Sobre as reformas propostas pelo governo, o deputado disse acreditar que "vai atrasar tudo".

"Espero que pelo menos a reforma trabalhista [que passou pela Câmara e está em tramitação no Senado] seja completada", declarou.

Segundo o secretário-geral do PSDB, caso Aécio decida se licenciar do cargo, o estatuto da legenda prevê que ele indique o seu substituto temporário entre os vice-presidentes do partido.

Se o senador renunciar, o vice mais velho, o ex-vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman, deve assumir e convocar novas eleições partidárias. Qualquer decisão, no entanto, deve ser construída em consenso pela Executiva da sigla.

O deputado afirmou ainda que os tucanos receberam com "choque" a notícia da delação do dono da JBS, Joesley Batista, e que "o partido como um todo perde em credibilidade" e tem que repensar a sua conduta, mas ainda tem crédito para "se reciclar".
 
"Mas não foi só o PSDB que foi atingido. A delação também cita o PT", frisou Torres.

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