Ministro do PSDB diz que partido continua discussões para eventual saída do governo

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

  • NEWTON MENEZES - 29.mar.2017 /FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Os tucanos Geraldo Alckmin (e), governador de São Paulo, Bruno Araújo (c), ministro das Cidades, e João Doria, prefeito de São Paulo, participam de entrega de unidades habitacionais em SP

    Os tucanos Geraldo Alckmin (e), governador de São Paulo, Bruno Araújo (c), ministro das Cidades, e João Doria, prefeito de São Paulo, participam de entrega de unidades habitacionais em SP

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), afirmou nesta sexta-feira (2) que o partido continua discutindo uma eventual saída do governo Michel Temer. Segundo ele, o PSDB "delegou" o processo ao presidente da sigla, senador Tasso Jereissati, mas as decisões serão tomadas em conjunto.

"Não é o ministro de Estado ou alguém que fala e decide pela bancada. O partido delegou ao presidente Tasso Jereissati (CE) toda a autoridade em conduzir esse processo. As discussões no partido vão se dar de forma coletiva e a decisão vai ser sempre balizada pela discussão interna", disse, durante coletiva no Palácio no Planalto em que anunciou mudanças nas contratações da faixa 1 do programa habitacional Minha Casa Minha Vida.

Desde a revelação da delação de executivos da JSB, em 17 de maio, o PSDB ameaça desembarcar do governo. O partido, porém, está dividido. Os parlamentares que mais defendem a saída do governo compõem a ala jovem, os chamados "cabeças pretas".

Questionado se continuará à frente do ministério mesmo que o PSDB saia do governo, Bruno Araújo preferiu não dar uma resposta definitiva.

"Eu nunca declarei que sairia do ministério até porque não o faria sem conversar com o presidente da República [...] Não vamos fazer antecipação do debate. O PSDB sempre teve responsabilidade histórica com o país nas construções importantes e na hora certa vai tomar a melhor decisão", afirmou.

Tasso Jereissati, que passou a comandar o partido com o afastamento de Aécio Neves (MG) do Senado pelo relator da operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, já declarou que a decisão deve ser tomada na semana que vem. Embora o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) esteja marcado para começar em 6 de junho, Jereissati falou nesta quinta (2) que o resultado na Corte não será mais fator determinante. O objetivo, disse, é não deixar o partido ficar rachado.

Além de Araújo, o PSDB conta com outras três cadeiras na Esplanada. Os demais ministros tucanos são Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Luislinda Valois (Direitos Humanos).

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