Temer cobra alinhamento da base para votar denúncia em plenário antes do recesso

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

  • Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), pediu no início da tarde desta quinta-feira (13) que os governistas alinhem a comunicação e unifiquem seus discursos após divergências internas sobre a data de votação da denúncia contra ele apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Segundo um dos aliados mais próximos a Temer, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), o presidente defendeu que a base aliada continue apressando o máximo possível o processo na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e em plenário.

"O presidente Temer entende que houve um mal-entendido, uma confusão, e pediu para alinharmos a comunicação", afirmou ao UOL.

A ordem foi dada em reunião convocada por Temer no Planalto com o líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e o próprio Marun para discutir a questão.

Isso porque, na manhã desta quinta, o vice-líder do governo na Câmara, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), afirmou que "é possível" que a votação da denúncia aconteça apenas no mês que vem, após o recesso parlamentar, marcado para a próxima terça-feira, 18 de julho.

Diante das declarações, deputados da base já se programavam para viajar em retorno aos seus Estados, onde costumam passar o final de semana.

Entenda a denúncia contra Temer

Também pela manhã, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que a votação "pode ser agora, pode ser [em] agosto". Segundo Padilha, a necessidade de se ter 342 deputados para votar a denúncia em plenário é uma decisão pessoal do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e cabe ao governo resignar-se.

"Essa é a posição pessoal do Rodrigo Maia e nós temos de nos resignar com a posição dele, já que é ele quem comanda a pauta", declarou.

O desejo inicial do Palácio do Planalto era que a denúncia fosse votada no plenário nesta sexta-feira (14) ou, no máximo, na próxima segunda-feira (17). O receio dos governistas era de que a imagem de Temer se deteriorasse durante o recesso, inclusive com eventuais mais denúncias apresentadas pela PGR, e, assim, perdesse parte dos votos contrários à denúncia na Câmara.

De acordo com Marun, porém, a estratégia de apressar o processo continua. "Não procede que queremos jogar para agosto. Continuamos na mesma linha, de votar o mais rápido possível."

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