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'Partidos não estão mais fazendo política, estão fazendo negócios', diz Marina Silva

Divulgação
Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

27/07/2017 00h53

Marina Silva (Rede) defendeu, em entrevista à GloboNews levada ao ar nesta quarta-feira (27), uma maior participação da sociedade no debate político e na disputa eleitoral brasileiros, a partir de candidaturas independentes.

"Não é a pessoa, é uma lista endossada por uma quantidade de cidadãos. É uma plataforma, que precisa ser registrada na Justiça eleitoral, e com isso você conseguiria recrutar pessoas da sociedade", disse.

Não se trata, segundo a ex-ministra, de um governo sem partidos, mas de uma forma de 'concorrência idônea', dando espaço para propostas de pessoas que estão interessadas em dar sua contribuição e que hoje não são ouvidas.

A participação no cenário político nacional do que ela chama de "ativistas autorais", de forma independente, promoveria uma 'quebra de monopólio' e, por consequência, de uma série de práticas de interesse próprio. 

"Os partidos não estão mais fazendo política. A maioria deles está fazendo negócios", criticou. "As pessoas compõem o governo distribuindo pedaços do Estado, fazem a maioria no Congresso com aliciamento de votos, como está fazendo agora o presidente Temer, para ter maioria para se manter no poder juntamente com seus ministros investigados, escondidos através do for privilegiado."

Marina criticou a ação do governo em liberar milhões em emendas aos parlamentares que o apoiaram na votação da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, ao mesmo tempo em que aumenta impostos.

"É uma contradição. Você tem uma medida do governo que aumenta impostos de combustíveis, repassando para o consumidor, e ao mesmo tempo faz um verdadeiro festival de distribuição de emendas, gastando o dinheiro do contribuinte para aliciar votos no Congresso."

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