Temer diz estar confiante de que Câmara rejeitará denúncia da PGR

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

  • REUTERS/Adriano Machado

    1º.ago.2017 - Presidente Michel Temer (PMDB) participa de solenidade no Palácio do Planalto

    1º.ago.2017 - Presidente Michel Temer (PMDB) participa de solenidade no Palácio do Planalto

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), disse nesta terça-feira (1º) estar confiante de que a Câmara dos Deputados rejeitará amanhã, em votação no plenário, a denúncia contra ele apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Ao ser questionado após solenidade no Planalto se estava confiante, Temer respondeu que "sim".

O presidente também disse que a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara já decidiu pela rejeição da peça e alguns querem "destruir aquilo que a CCJ decidiu". Era uma referência ao relatório do senador Abi-Ackel (PSDb-MG), que pediu que a denúncia não siga para o STF (Supremo Tribunal Federal)

"Quem tem que votar são os que querem destruir aquilo que a CCJ decidiu. A CCJ já decidiu. Não há autorização. Agora é o plenário", declarou.

Michel Temer participou de solenidade no Planalto para assinar a autorização de novos cursos de Medicina. Ao todo, foi liberada a criação de 11 cursos com 710 vagas. O edital é de 2014, ou seja, do mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, e, após ser suspenso pelo TCU (Tribunal de Contas da União), foi autorizado em julho do ano passado.

Na véspera da votação da denúncia contra Temer na Câmara, pelo menos 20 deputados federais, entre outros políticos, compareceram à cerimônia. Segundo o presidente, a presença demonstra a "importância do ato". Nesta terça, a agenda oficial de Temer contabiliza audiências com 16 deputados, além de um ministro e o presidente do BNDES (Banco de Desenvolvimento Econômico e Social), Paulo Rebello de Castro.

Em discurso, Temer ressaltou as reformas propostas pelo governo, falou que nunca se produziu tanto e aproveitou a oportunidade para criticar as gestões anteriores dos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. No segundo mandato de Dilma, Temer foi vice-presidente da República.

"O que temos feito ao longo desses pouquíssimos 14 meses revelam na verdade a produção de algo que ao longo de mais de 10 anos se tentou, se buscou, e não se conseguiu", afirmou.

O objetivo de seu governo, reforçou, é "recolocar o Brasil nos trilhos" para o próximo presidente em 2019, levando em conta de que não será afastado do cargo.

"Este gesto agora da educação e da saúde faz aquilo que é o mote do nosso governo. Ou seja, recolocar o Brasil nos trilhos para que com os trilhos aprumados, quem chegar em 2019, possa dirigir a locomotiva sem nenhum acidente nesta ferrovia", acrescentou.

À noite, em vídeo publicado nas redes sociais, Michel Temer elogiou a ação do governo em promover o saque de contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e sua equipe econômica. Segundo ele, um governante tem de administrar prioridades. O presidente então falou que o dever cumprido lhe dá força para enfrentar "injustiças", sem citar a denúncia contra ele oferecida pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

"E quando a prioridade é para os que mais precisam, o dever cumprido fica prazeroso. Nos dá força para enfrentar outras injustiças. O Brasil não pode, não deve e não vai parar", afirmou.

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