Tropa de choque de Temer diz que vitória na Câmara é "alívio" após crise

Daniela Garcia

Do UOL, em Brasília

  • Alan Marques/ Folhapress

    Deputado Beto Mansur (PRB-SP), um dos principais aliados de Temer

    Deputado Beto Mansur (PRB-SP), um dos principais aliados de Temer

Aliados do presidente Michel Temer afirmaram que o apoio de 263 deputados em favor do peemedebista foi uma vitória expressiva e que permite ao governo sonhar com a aprovação da reforma da Previdência. Nesta quarta-feira (02), eles foram maioria na votação no plenário da Câmara que arquivou a denúncia contra Temer pelo crime de corrupção passiva.

Membro da tropa de choque da base aliada, o deputado Beto Mansur (PRB-SP), que acompanhou voto a voto de frente ao computador, disse que a vitória representou um alívio para o governo, que vivia uma crise desde 17 de maio com a divulgação dos áudios gravados ocultamente pelos delatores da JBS. "Foi importante porque a gente acaba fazendo um placar depois de dois meses e meio de tanta crise", disse.

Para o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), a votação desta quarta mostrou uma previsão positiva em relação às reformas defendidas pelo governo Temer. "Muita gente que votou contra o Temer hoje justificou que é a favor das reformas. Esse número vai aumentar", afirmou.

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Ao final da sessão, governistas, no entanto, não comemoram dentro do plenário. 

Questionado sobre a "celebração tímida", Fortes afirmou que a votação desta quarta é diferente do que aconteceu na apreciação do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff no ano passado. "A Dilma era odiada até por gente do próprio partido. O Michel é benquisto pelos deputados. Realmente não tinha espírito apoteótico", afirmou.

Segundo o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), a Câmara exerceu o papel de "equilíbrio institucional". Temer foi o primeiro presidente da República denunciado por corrupção durante o exercício do mandato.

"É um resultado expressivo que afirma a Câmara dos Deputados como um instrumento de equilíbrio institucional, para evitar que o governo fique ao sabor do arbítrio", disse. 

O deputado argumentou que a votação desta quarta impediu o agravamento da crise política e econômica. "Os inquéritos demoram muito", justificou.

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