Crise não acabou, mas governo terá base maior nas reformas, diz vice-líder do DEM

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

  • Sergio Lima-20.dez.2011/Folhapress

    Deputado Pauderney Avelino

    Deputado Pauderney Avelino

O vice-líder do DEM na Câmara dos Deputados, Pauderney Avelino (AM), afirmou nesta quinta-feira (3) que a crise política do governo Michel Temer ainda não acabou mesmo com a vitória de ontem do Planalto na Câmara contra a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Ele se encontrou pela manhã com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e empresários da construção civil e de imóveis.

"A crise política não acabou, eu espero que essa crise tenha amainado, mas a ideia que nós entendemos, que nós precisamos, é retomar a normalidade para que o Brasil que quer trabalhar possa trabalhar", disse.

Embora tenha saído vitorioso, o Planalto não teve a margem de votos pela rejeição da denúncia que gostaria. Ao todo, 263 votaram contra a peça, 227 a favor e dois se abstiveram. Houve 19 ausências. Dias antes da votação, aliados do Planalto calculavam até 303 votos contrários à denúncia. Em um cenário mais realista, governistas contabilizavam 270 votos, mais do que o obtido nesta quarta.

Para que a reforma da Previdência – uma das prioridades da equipe do presidente Michel Temer – seja aprovada no plenário da Câmara, é preciso alcançar pelo menos 308 votos favoráveis à proposta. Ou seja, o apoio precisa ser ainda maior. Mesmo assim, Pauderney acredita que a base aliada será maior nas próximas votações pelo fato de a reforma ser uma "agenda positiva".

"O governo entende essa situação e trará aqueles dissidentes de ontem para somar esforços no sentido de votar as reformas da agenda do país", falou.

Questionado sobre uma possível reforma ministerial para privilegiar partidos e bancadas mais fiéis a Temer, Pauderney se disse contrário à iniciativa. Na avaliação dele, o momento é de "juntar os feridos" e recompor a base.

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