Conselho de Ética arquiva denúncia contra senadoras que ocuparam Mesa

Do UOL, em São Paulo

  • Pedro Ladeira/Folhapress

    Senadoras chegaram a almoçar na Mesa principal do Senado no dia 11 de julho

    Senadoras chegaram a almoçar na Mesa principal do Senado no dia 11 de julho

O Conselho de Ética do Senado resolveu por 12 votos a 2 arquivar nesta terça-feira (8) a denúncia contra seis senadoras que ocuparam a Mesa principal da Casa no dia 11 de julho para tentar obstruir a votação da reforma trabalhista. As parlamentares citadas eram Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Regina Souza (PT-PI), Lídice da Mata (PSB-BA) e Ângela Portela (PDT-RR).

Um grupo de 15 senadores liderado por José Medeiros (PSD-MT) e pelo próprio presidente do Conselho, João Alberto Souza (PMDB-MA), havia pedido abertura de investigação contra as senadoras por quebra de decoro e falta de ética.

Uma questão de ordem do senador Humberto Costa (PT-PE), porém, pediu que o recebimento da denúncia fosse reconsiderado. Nesta terça, João Alberto Souza colocou a questão em votação no plenário do Conselho, e a maioria decidiu pelo arquivamento.

No dia 11 de julho, as parlamentares ocuparam a Mesa Diretora e impediram a continuidade da sessão que analisava a proposta de reforma trabalhista do governo do presidente Michel Temer (PMDB). O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), teve que encerrar a sessão.

As luzes do plenário chegaram a ser apagadas, mas as senadoras permaneceram no local. Horas depois, os trabalhos foram retomados. Eunício chegou a se sentar à margem da Mesa. Ao fim do dia, o projeto acabou aprovado pela maioria dos senadores.

Na sessão desta terça, apenas Airton Santoval (PMDB-SP) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) votaram contra as senadoras. Roberto Rocha (PSDB-MA) se absteve. Os 12 votos favoráveis ao arquivamento da denúncia foram de: Romero Jucá (PMDB-RR), Helio José (PMDB- DF), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Eduardo Amorim (PSDB-SE), Gladson Cameli (PP-AC), Acir Gurgacz (PDT-RO), Telmário Mota (PTB-RR), Lasier Martins (PSD-RS), José Pimentel (PT-CE), João Capiberibe (PSB-AP), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) e Pedro Chaves (PSC-MS).

Briga

A sessão desta terça do Conselho de Ética ficou marcada por uma briga entre os senadores. Exaltado, Lindbergh Farias (PT-RJ) protestou contra membros do colegiado que analisavam o caso e lembrou que um pedido de abertura de investigação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi arquivado, apesar de o tucano ser alvo de inquérito por crimes de corrupção e obstrução da justiça no STF.

"Essa reunião é ridícula. Vocês arquivaram o caso do Aécio, que tinha mala de dinheiro. Agora vão punir senadoras por sentar na mesa do Senado", afirmou o petista, que, com dedo em riste, acusou o presidente do conselho, senador João Alberto (PMDB-MA), de estar desmoralizado.

Em pé, em frente à mesa onde João Alberto comandava a sessão, Lindbergh continuou a protestar e discutir asperamente com diversos senadores. Com Sérgio Petecão (PSD-AC), chegou perto da agressão física. "Toca em mim que eu quero ver, seu filho da p...", afirmou Petecão, após desferir um tapa no ar em direção ao petista.

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