Blairo Maggi nega pagamentos ilegais e chama ex-governador delator de mentiroso

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

  • Marcelo Camargo/Folhapress

    Blairo Maggi chamou o ex-governador e delator Silval Barbosa de mentiroso

    Blairo Maggi chamou o ex-governador e delator Silval Barbosa de mentiroso

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), negou nesta quinta-feira (14), em nota, ter feito ou autorizado pagamentos ao ex-secretário de Mato Grosso Eder Moraes para acobertar atos e chamou o ex-governador do Estado e delator, Silval Barbosa (PMDB), de mentiroso.

Na manhã desta quinta, a Polícia Federal realizou apreensões no apartamento de Maggi, em Brasília, e saiu do local --um prédio funcional do Senado, do qual é licenciado-- com um malote e um computador.

"Ratifico ainda que não houve pagamentos feitos ou autorizados por mim, ao então secretário Eder Moraes, para acobertar qualquer ato, conforme aponta de forma mentirosa o ex-governador Silval Barbosa em sua delação", afirma no texto de Maggi.

O pedido de busca foi feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e autorizado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux. Maggi é investigado em um inquérito no STF por organização criminosa e foi citado na delação premiada de Barbosa.

Segundo o ex-governador, em 2008, Maggi e o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes teriam pedido que Barbosa repassasse R$ 4 milhões ao deputado federal Carlos Bezerra para obter o apoio do PMDB nas eleições municipais.

Na decisão em que autorizou a busca e apreensão, Fux apontou que as delações revelaram "veementes indícios" de prática dos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa por Maggi.

Na nota desta quinta, Maggi nega ter agido de forma ilícita dentro do governo ou para obstruir a Justiça. Ele também afirma que "jamais vou aceitar qualquer ação para que haja "mudanças de versões" em depoimentos de investigados" e ter "total interesse na apuração da verdade".

"Jamais utilizei de meios ilícitos na minha vida pública ou nas minhas empresas. Sempre respeitei o papel constitucional das Instituições e como governador, pautei a relação harmônica entre os poderes sobre os pilares do respeito à coisa pública e à ética institucional", diz.

Embora ressalte que respeita o papel da Justiça de investigar possíveis casos de corrupção, Maggi deixa "claro" que se defenderá por meio de todos os meios legais necessários.

Leia a íntegra da nota do ministro:

1. Nunca houve ação, minha ou por mim autorizada, para agir de forma ilícita dentro das ações de Governo ou para obstruir a justiça. Jamais vou aceitar qualquer ação para que haja "mudanças de versões" em depoimentos de investigados. Tenho total interesse na apuração da verdade.

2. Ratifico ainda que não houve pagamentos feitos ou autorizados por mim, ao então secretário Eder Moraes, para acobertar qualquer ato, conforme aponta de forma mentirosa o ex-governador Silval Barbosa em sua delação.

3. Jamais utilizei de meios ilícitos na minha vida pública ou nas minhas empresas. Sempre respeitei o papel constitucional das Instituições e como governador, pautei a relação harmônica entre os poderes sobre os pilares do respeito à coisa pública e à ética institucional.

4. Por fim, ressalto que respeito o papel da Justiça no cumprimento do seu dever de investigação, mas deixo claro que usarei de todos os meios legais necessários para me defender e reestabelecer a verdade dos fatos.
 

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