Para Dilma, polícia de Alckmin quer fomentar perseguição a Lula em ação contra filho de ex-presidente

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

  • Ricardo Stuckert

    Segundo Dilma Rousseff, a ação na casa do filho mais velho de Lula foi abusiva

    Segundo Dilma Rousseff, a ação na casa do filho mais velho de Lula foi abusiva

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) criticou nesta quarta-feira (11) a ação da Polícia Civil, em Paulínia, no interior de São Paulo, que cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta terça-feira (10).

A Polícia Civil confirmou ao UOL que a operação foi motivada por uma denúncia anônima, feita por telefone. Procurado, o delegado responsável pelo cumprimento do mandado não quis se pronunciar e pediu que a reportagem procurasse a SSP (Secretaria da Segurança Pública).

De acordo com o jornal "Folha de S.Paulo", o mandado ocorreu com a autorização da Justiça. A polícia teria informado que não poderia fazer uma operação de monitoramento, vigiando a casa à distância, por causa das câmeras instaladas na rua. Então, a Justiça então autorizou a busca.

Tanto a pasta estadual quanto o governo de São Paulo não se manifestaram sobre a ação ou sobre a opinião de Dilma até a publicação desta reportagem.

"A intenção da polícia de Alckmin é fomentar a perseguição ao maior líder popular do Brasil, que no entanto tem o apoio do povo", afirmou Dilma em sua conta oficial no Twitter. "A invasão da casa do filho de Lula pela Polícia Civil de SP foi mais uma ação abusiva cometida por exibicionismo midiático", complementou.

De acordo com a ex-presidente, "não havia nenhuma investigação em andamento, e a invasão da casa de Marcos Cláudio foi baseada apenas numa denúncia anônima falsa. Nada foi encontrado na busca policial, o que demonstra o abuso cometido apenas para alimentar uma grande imprensa sedenta por escândalos", disse. 

"O esgarçamento das instituições está criando um clima de exceção que, se não for combatido, se tornará o ovo da serpente do fascismo", escreveu, ao complementar que "arbitrariedades policiais como estas levaram ao suicídio do reitor da UFSC, um homem a quem não se deu direito de defesa."

Segundo a Polícia Civil, a denúncia que chegou por telefone relatava que seria possível encontrar grande quantidade de drogas na casa do filho de Lula. Apesar de nada ter sido encontrado, notebooks, documentos, CDs, DVDs e disquetes foram apreendidos.

Em nota, o advogado da família de Lula, Cristiano Zanin Martins, afirmou que o mandado não tinha base legal e que "não encontrou no local o porte de qualquer bem ou substância ilícita, o que é suficiente para revelar o caráter abusivo da medida".

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