Temer é liberado de hospital após consultas cardiológica e urológica, diz Presidência

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

  • Dario Oliveira/Estadão Conteúdo

    Helicóptero que transportava o presidente Michel Temer pousa no Sírio-Libanês

    Helicóptero que transportava o presidente Michel Temer pousa no Sírio-Libanês

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), está bem de saúde e já foi liberado do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, informaram o Palácio do Planalto e a unidade médica no final da tarde desta quinta-feira (11). Mais cedo, Temer viajou de Brasília para a capital paulista para realizar consultas cardiológica e urológica.

Inicialmente, a previsão era que Temer fosse somente ao consultório particular de seu urologista, Miguel Srougi. No entanto, segundo a Presidência, Temer acabou indo ao hospital a pedido do cardiologista Roberto Kalil Filho, responsável pela cirurgia com implantação de stent do presidente no final do ano passado, e acabou por realizar os retornos de ambas as especialidades médicas no local.

"O presidente Michel Temer esteve na tarde de hoje no Hospital Sírio-Libanês para consulta de retorno dos procedimentos cardiológicos e urológicos realizados no fim de 2017. O presidente está bem e já foi liberado", informou, em nota, a Presidência.

No final do ano, Temer foi diagnosticado com infecção urinária devido à sonda utilizada – e então retirada –, e medicado com antibiótico. O episódio acabou cancelando a passagem de ano-novo dele e da família em uma base naval no Estado do Rio de Janeiro.

Em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo" publicada hoje, Temer afirmou "estar ótimo". "Passei por três cirurgias, tive infecção no fim do ano e nem pude passar quatro dias na praia, como gostaria, mas estou ótimo. Embora toda hora alguém queira me matar. Uns por vontade mesmo, outros por desinformação", declarou.

O peemedebista deve voltar a Brasília nesta sexta-feira (12). Além das consultas, Temer vai aproveitar a viagem a São Paulo para se encontrar com o amigo de longa data e advogado Antônio Mariz de Oliveira, que o defendeu contra uma das duas denúncias apresentadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República), ambas rejeitadas pela Câmara dos Deputados no ano passado.

Outra pauta que pode fazer parte da conversa são os recursos a tribunais superiores para tentar manter a nomeação de Cristiane Brasil (PTB-RJ) ao Ministério do Trabalho. Ela teve o nome oficializado no Diário Oficial da União em 4 de janeiro, mas a posse foi impedida pelas 1ª e 2ª instâncias da Justiça do Rio de Janeiro após ações de advogados do Estado. Um deles, inclusive, defendeu um ex-funcionário de Cristiane que teria sofrido prejuízos trabalhistas enquanto prestava serviços a ela.

Na manhã desta quinta, Temer chegou ao Palácio do Planalto por volta das 10h. Ele se encontrou com a ministra da AGU (Advocacia-Geral da União), Grace Mendonça, para tratar da defesa do governo perante o caso de Cristiane Brasil e com o ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Sérgio Etchegoyen. Antes de embarcar, na base aérea de Brasília, Temer também se reuniu com a própria Cristiane e seu pai, o presidente do PTB e delator do mensalão, Roberto Jefferson.

A expectativa é que o governo só tome uma nova providência de recursos na segunda-feira (15) e ainda não está acertado se recorrerá ao plenário do TRF 2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) ou ao STF (Supremo Tribunal Federal).

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