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Coronel Lima Filho, amigo de Temer, tem alta e deixa hospital em SP

31.mai.2017 - O coronel reformado da PM de São Paulo João Batista Lima Filho, amigo do presidente Michel Temer e acusado de ser "laranja" dele - Jefferson Coppola/Folhapress
31.mai.2017 - O coronel reformado da PM de São Paulo João Batista Lima Filho, amigo do presidente Michel Temer e acusado de ser "laranja" dele Imagem: Jefferson Coppola/Folhapress

Do UOL, em São Paulo*

29/03/2018 20h07Atualizada em 29/03/2018 21h45

João Baptista Lima Filho, coronel da reserva da PM de São Paulo e amigo do presidente Michel Temer (MDB), recebeu alta hospitalar no fim da tarde desta quinta-feira (29) do hospital Albert Einstein, na zona sul da capital paulista.

Ele havia passado mal enquanto era preso na manhã de hoje pela Polícia Federal como parte da Operação Skala, feita no âmbito do inquérito da MP (Medida Provisória) dos Portos, que investiga propinas em um decreto do setor portuário e inclui acusações sobre Temer.

Ele foi levado no início da noite para o Instituto Médico Legal, para exames, e seguiu depois para a carceragem da Polícia Federal. 

Também foram presos nesta manhã José Yunes, ex-assessor do presidente, Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura, e Antônio Celso Grecco, dono da empresa portuária Rodrimar.

Lima Filho foi apontado como operador do presidente por delatores da JBS.

Os advogados Cristiano Benzota e Maurício Silva Leite refutaram as suspeitas de envolvimento do coronel João Baptista Lima Filho no suposto esquema de favorecimento a empresas do setor portuário em troca de propinas. "O sr. João Baptista Lima Filho refuta com veemência as acusações e afirma não ter qualquer participação nos fatos apurados no inquérito." A defesa afirma que "o estado de saúde do sr. Lima é muito delicado e que o seu quadro médico tem sido periodicamente informado às autoridades".

O inquérito foi aberto em setembro de 2017, e o relator é o ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal).

As prisões foram pedidas pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao STF. "Como se tratam de cautelares que ainda estão em cumprimento pela PF, para embasar investigações em curso, o MPF (Ministério Público Federal) não divulgará, por ora, os nomes dos alvos dos mandados", informa nota divulgada pela assessoria de imprensa da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Yunes, Lima Filho e Rossi foram presos em suas casas --os dois primeiros na cidade de São Paulo, e o último em Ribeirão Preto, no interior do estado. O dono da Rodrimar estava em sua chácara em Monte Alegre do Sul, interior de São Paulo.

Os presos foram levados à Superintendência da PF na Lapa, na zona oeste de São Paulo, e devem ser transferidos para Brasília, onde correm as investigações. No entanto, a PF ainda não confirmou a transferência.

*Com Estadão Conteúdo

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