PM volta a ocupar entorno do sindicato dos metalúrgicos

Leandro Prazeres e Luís Adorno

Do UOL em Brasília e em São Paulo

  • Marcelo Justo/UOL

    Após agressões, PM vai voltar a ocupar região do sindicato dos metalúrgicos no ABC

    Após agressões, PM vai voltar a ocupar região do sindicato dos metalúrgicos no ABC

A Polícia Militar voltou a ocupar a região no entorno do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). A informação foi dada pelo próprio secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, à rádio Jovem Pan. Policiais militares da Força Tática foram acionados e encaminhados a São Bernardo do Campo. Militares das tropas de choque também estão a postos nas ruas em volta do prédio do sindicato. Orientação é para agir fora do sindicato, caso seja necessário, para liberar as ruas e apoiar o trajeto da entrega do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para policiais federais.

Segundo o secretário, o envio de policiais ao local é uma resposta aos episódios de agressões e hostilidades contra jornalistas que fazem a cobertura da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Foi estabelecida uma estratégia junto com a Polícia Federal que consistia na redução do efetivo de policiamento territorial [feito pela PM]. Tendo em vista que isso está causando [problemas], que a demora na execução desse acordo [entre a PF e a defesa de Lula] está causando esse tipo de problema [agressão a jornalistas], por óbvio que a PM vai voltar a ocupar o entorno do sindicato", disse o secretário.

Há informações da cúpula da Polícia Civil de que policiais civis infiltrados no sindicato com a missão de verificar e, se possível, identificar militantes que estejam exaltados ou incentivando o bloqueio da saída do sindicato. 

Lula está na sede do Sindicato dos Metalúrgicos desde a última quinta-feira (5), quando o juiz federal Sergio Moro decretou a sua prisão. Ao longo dos últimos dias, milhares de militantes se reuniram em frente ao local em apoio ao ex-presidente. Emissários do ex-presidente e da Polícia Federal negociaram os termos nos quais Lula se entregaria. Ele deverá ser levado a Curitiba, onde iniciará o cumprimento da sua pena de 12 anos e um mês de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Segundo o secretário de segurança, a operação de segurança no entorno do sindicato foi negociada entre a SSP e a Polícia Federal. Essa negociação previa que a PM de São Paulo diminuísse o policiamento no local de forma a evitar confrontos com os militantes. Após ser informado de que jornalistas foram agredidos e hostilizados no local, o secretário informou que irá mudar a estratégia adotada até agora.

Comando da PM acionou dois carros da Tropa de Choque. Orientação é para que os PMs da tropa ajam apenas em "casos extremos".

"Na verdade, tive o relato agora de uma agressão, de uma hostilização a jornalistas e isso é de todo lamentável. Pode ter certeza que vamos garantir que a imprensa consiga exercer o seu trabalho", afirmou.

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