Temer diz que Brasil vive "momento difícil", mas é preciso "seguir adiante"

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

O presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta segunda-feira (9) que o Brasil vive um "momento difícil" na esfera política, mas é preciso "seguir adiante". Ele não citou um caso específico diretamente. No entanto, a fala acontece dois dias depois da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Nós precisamos saber que nós saímos de um momento difícil no país, continuamos em um momento difícil também, sob o foco político, mas temos de seguir adiante. E seguir adiante significa cumprir exatamente a normatividade nacional, cumprir a Constituição, cumprir rigorosamente o sistema normativo nacional, que é isso que dá estabilidade ao país, não é verdade?", declarou o presidente.

De acordo com Temer, a sociedade se mantém pela organização e esta, por sua vez, só existe quando a Constituição é cumprida. Ele compareceu nesta segunda-feira à cerimônia de posse do ex-ministro do Planejamento Dyogo Oliveira na presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no Rio de Janeiro.

Na avaliação de Temer, o BNDES é um "exemplo dessa organização". Além de elogiar o banco e os antecessores de Dyogo no cargo em sua gestão – Paulo Rabello de Castro e Maria Silvia Bastos Marques –, o presidente exaltou ações do governo na economia e na intervenção federal na área de segurança pública no Rio de Janeiro.

No discurso de posse, Dyogo Oliveira ressaltou que não tratará as empresas que batem à porta do banco como beneficiários, mas como clientes, e defendeu maior atenção e celeridade no atendimento a cada um deles. Segundo Dyogo, não há necessidade de competir com o mercado. Contudo, disse, o BNDES deve atuar junto a ele ampliando recursos disponíveis e oferecendo novos produtos.

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, também discursou rapidamente na solenidade e disse que o estado está "fazendo o dever de casa" quanto às contas públicas. Ele agradeceu o governo pelo que chamou de "parceria" na segurança pública, a Dyogo Oliveira enquanto à frente do Planejamento e ao Congresso Nacional, em especial ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR).

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