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Integrantes de acampamento pró-Lula relatam tentativa de atropelamento e tiro

Manifestantes protestam no acampamento Marisa Letícia, que reúne apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Duas pessoas teriam sido atingidas por tiros efetuados contra o acampamento - Divulgação 28.abr.2018
Manifestantes protestam no acampamento Marisa Letícia, que reúne apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Duas pessoas teriam sido atingidas por tiros efetuados contra o acampamento Imagem: Divulgação 28.abr.2018

Do UOL, em Brasília e São Paulo

26/06/2018 13h27Atualizada em 26/06/2018 17h36

Integrantes do acampamento montado em Curitiba em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso na cidade, relataram nesta terça-feira (26) que um homem tentou atropelar militantes e teria disparado um tiro de arma de fogo contra eles. Ninguém foi atingido.

O caso já está sendo investigado pela Polícia Civil, que busca o autor do suposto tiro e ouve testemunhas. A assessoria de imprensa da Polícia Militar disse que os policiais militares que foram ao local não encontraram vestígios que poderiam indicar que um tiro foi dado, como marcas feitas por disparos e estojos (cápsulas) de balas.

Ainda de manhã, foi publicado na página do acampamento no Facebook um vídeo, gravado por câmeras de segurança instaladas no local, mostrando o carro que teria sido usado pelo homem denunciado pelos militantes. A placa do veículo também foi divulgada. A Polícia Civil já está de posse do vídeo.

Em transmissão ao vivo pela página do acampamento no Facebook, a coordenadora do grupo, Edna Dantas, contou que relatou a ocorrência à polícia. Um dos militantes contou que viu o homem chamar os participantes do acampamento de "vagabundos", exibiu a arma e, apontando para o objeto, disse que era isso que eles mereciam.

Em nota divulgada pela Vigília Lula Livre, o episódio foi repudiado como um “atentado”. “Nos solidarizamos e exigimos a apuração por parte das autoridades e responsabilização dos culpados, lembrando que o atentado a tiros no dia 28 de abril, que feriu gravemente um militante no pescoço, ainda não apresentou qualquer resultado nas investigações!”, diz o comunicado.

No final de abril, o acampamento em apoio ao ex-presidente foi alvo de um ataque a tiros durante a madrugada. Duas pessoas ficaram feridas. Um homem de 39 anos identificado como Jefferson Lima de Menezes, de São Paulo, foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador com um tiro no pescoço e recebeu alta quatro dias depois. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Paraná, cápsulas de pistola 9 mm foram recolhidas no local pelos peritos.

Em março, um dos ônibus da caravana de Lula pela região Sul foi atingido por dois tiros entre as cidades de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, ambas também no Paraná. 

A Polícia Civil informou nesta terça-feira que continua investigando os casos. A corporação aguarda o resultado de laudos periciais referentes ao ataque contra o acampamento em abril e a resposta de pedidos feitos a autoridades de outros Estados sobre o atentado contra a caravana.

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