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Bolsonaro atribui a "mal-entendido" cancelamento de audiências com Maia e Eunício

12.nov.2018 - O presidente eleito, Jair Bolsonaro, fala com a imprensa na porta do carro, ao chegar em sua casa, no Rio - Filipe Cordon/Folhapress
12.nov.2018 - O presidente eleito, Jair Bolsonaro, fala com a imprensa na porta do carro, ao chegar em sua casa, no Rio Imagem: Filipe Cordon/Folhapress

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio de Janeiro

12/11/2018 19h02

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta segunda-feira (12) que houve um "mal-entendido" e um "equívoco de parte da mídia" em relação ao cancelamento das audiências que ele teria nesta semana com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).

Na versão dele, os compromissos foram agendados por um erro de sua assessoria em Brasília e desmarcados sem que isso gerasse qualquer mal-estar com os colegas de Congresso. Declarou ainda que "fala com eles por telefone". "Eu falo com eles por telefone, e eles falam comigo por telefone. Não precisamos de audiência", disse.

"Há um equívoco por parte da mídia que eu teria cancelado audiências com o Eunício e com o Rodrigo Maia. O que eu falei para a minha assessoria em Brasília é que eu queria visitar a Câmara e o Senado. O que é visitar a Câmara? É o plenário. Daí eles marcaram audiência. Eu não quero audiência", explicou.

Bolsonaro confirmou que tomará um café na manhã de quarta-feira (14) com Rodrigo Maia para discutir o projeto atual de reforma da Previdência e outros assuntos. Questionado se também procuraria Eunício para conversar, o pesselista minimizou.

"Até o final de janeiro, ele é o presidente do Senado. Se precisar de alguma coisa, a gente conversa com ele. É o que nós temos aí", afirmou.

Eunício e o guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, tiveram um mal-estar na última semana, quando o emedebista declarou ter procurado o futuro ministro da Economia para conversar sobre a proposta de Orçamento para o ano que vem.

No encontro, Guedes teria demonstrado não ter conhecimento de que o orçamento federal é aprovado de um ano para o outro, isto é, o de 2019 precisa passar pelo crivo do Parlamento obrigatoriamente até o fim desse ano.

Bolsonaro respondeu nesta segunda que Guedes tem "pouca experiência política" e que a discussão sobre o orçamento é complexa, já que o tema seria "igual a um castelo de cartas: mexeu em um lugar, cai tudo".

Ele tem pouca experiência política e reconhece isso também. Mas o Orçamento é igual a um castelo de cartas. Você mexeu em um lugar, cai tudo. E a chiadeira é muito grande por parte de deputados e senadores. As chiadeiras que o Paulo Guedes por ventura quiser fazer, não vai ser de cem milhões (de reais). Vai ser de alguns bilhões

Jair Bolsonaro falando sobre a aprovação do Orçamento de 2019

"Vamos supor que o Paulo Guedes queira pegar cem milhões de um lugar e colocar em outro. Vai ter chiadeira. Vai ter complicação. Não é que o Paulo Guedes não queira (discutir a aprovação do Orçamento", encerrou.

Bolsonaro afirmou que pretende aproveitar a viagem a Brasília —ele embarcará nesta terça-feira (13), às 7h— para andar pelos corredores do Congresso e "apertar a mão de parlamentares". "Eu pretendo andar pela Câmara, a minha Casa, e andar pelo Senado. Apertar a mão de parlamentares. Houve apenas um mal-entendido nessa questão de agenda com o presidente das duas Casas", disse.

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