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Jungmann diz que nomear militares para cargos civis representa "plenitude democrática"

21.nov.2018 - Jungmann recebe medalha de Paulo Skaf durante evento em homenagem às Forças Armadas na Fiesp - Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo
21.nov.2018 - Jungmann recebe medalha de Paulo Skaf durante evento em homenagem às Forças Armadas na Fiesp Imagem: Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

21/11/2018 21h25

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta quarta-feira (21) que a nomeação de membros das Forças Armadas para cargos civis no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) representa um período de "normalidade" e de "plenitude democrática".

"Eu quero dizer que é como um período de normalidade", afirmou. "Se eu não me engano, ao longo da história, é a segunda vez que nós temos um presidente e vice [membros das Forças Armadas] durante um período democrático", completou.

Bolsonaro, que é capitão reformado do Exército, tem como vice o general da reserva Hamilton Mourão. “Eu acredito que isso representa uma plenitude democrática, porque eles são da reserva e permanecem cidadãos. E acho que a população brasileira, nessa última eleição, cobrava muito a questão da autoridade”, afirmou o ministro.

Jungmann conversou com jornalistas na noite desta quarta após participar de um evento na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) em homenagem às Forças Armadas. Além dele, o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, e o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, também foram homenageados.

Até o momento, Bolsonaro anunciou dois militares para compor o seu quadro de ministros: o general da reserva Fernando Azevedo e Silva, que chefiará o ministério da Defesa, e o também general da reserva Augusto Heleno, que irá comandar o Gabinete de Segurança Institucional.

Jungmann ainda elogiou os nomes confirmados mais cedo nesta quarta para o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. 

O novo comandante do Exército será o general-de-exército Edson Leal Pujol; o chefe da Marinha será o almirante-de-esquadra Ilques Barbosa Júnior (atual chefe do Estado-Maior da Armada) e o da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro Antônio Carlos Moretti Bermudez.

“São homens sem sombra de dúvida de grande competência, de liderança, e com enorme compromisso com o Brasil e respeito à Constituição”, disse. 

Silva e Luna também considerou positivas as indicações. "Foi uma excelente escolha", afirmou. "Eu diria que, se tivesse que fazer uma escolha, faria igual. As Forças Armadas e o país, em termos de defesa, estarão muito bem representados".

Jungmann: ida de chefes do PCC para presídios federais era "esperada"

Questionado sobre uma decisão da Justiça de São Paulo, que determinou a transferência de seis integrantes do PCC de uma penitenciária em Presidente Venceslau (SP), para presídios federais, Jungmann afirmou que a ordem era esperada "há algum tempo".

"A decisão nós já esperávamos há algum tempo, achávamos até que iria acontecer anteriormente", disse. O ministro ainda pontuou que o sistema penitenciário federal tem melhores condições de isolamento e restrição à comunicação desses detentos --o que, segundo ele, permite maior segurança à sociedade.

"Sem nenhum demérito às unidades prisionais estaduais, sem sombra de dúvida o sistema penitenciário federal, que foi em larga medida desenvolvido a partir do modelo Supermax [segurança máxima] que você tem nos Estados Unidos, ele tem condições de isolamento", defendeu. 

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