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Flávio Bolsonaro diz que será "para-raios" de pedidos do Senado ao Planalto

27.nov.2018 - Tarcisio Gomes de Freitas, o senador Flavio Bolsonaro e Jair Bolsonaro - Wilson Dias/Agência Brasil
27.nov.2018 - Tarcisio Gomes de Freitas, o senador Flavio Bolsonaro e Jair Bolsonaro Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

28/11/2018 15h27Atualizada em 28/11/2018 17h45

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta quarta-feira (28) que será um “para-raios” de demandas dos senadores endereçadas ao Planalto.

“Não serei líder do governo no Senado. Acredito que essa função tem que ser de uma pessoa que conheça melhor a Casa, que seja experiente. Eu, naturalmente, por ser filho do presidente, não sou um senador comum, não serei um senador comum. Vou acabar sendo um para-raios de demandas dos senadores e junto ao líder do governo que for escolhido. Vou estar ali para ajudá-lo a atender as demandas legítimas dos senadores”, declarou.

Segundo Flávio, neste momento de chegada ao Senado, ele prefere estar ao lado de alguém mais experiente, que já conheça bem os parlamentares que não tiveram de se candidatar nas eleições deste ano – dois terços da Casa serão renovados – e dos trâmites internos.

A cúpula do novo governo ainda discute quem será escolhido para liderar o governo no Senado e na Câmara. A articulação política do Planalto com o Congresso, por sua vez, ficará sob responsabilidade tanto do general da reserva do Exército Carlos Alberto Santos Cruz (da Secretaria de Governo) como de Onyx Lorenzoni (da Casa Civil). Um dos irmãos de Flávio, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) atualmente é líder do PSL na Câmara.

Pela manhã, Flávio participou de reunião entre o presidente eleito e o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley. O encontro na residência oficial da Granja do Torto contou também com o futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva do Exército Augusto Heleno.

O conteúdo da conversa não foi divulgado, mas Bolsonaro já declarou que pretende mudar a embaixada brasileira no país de Tel-Aviv para Jerusalém. A vontade do presidente eleito tem causado controvérsia, com direito a críticas de representantes de países árabes com os quais o Brasil mantém importantes acordos comerciais.

“Isso é uma questão que já está decidida. Ele [Jair] foi eleito também com essa vertente. [...] É coerente do presidente Bolsonaro fazer essa mudança. Agora, quando vai fazer e de que forma, em que velocidade, ele que vai decidir junto com nosso chanceler”, afirmou.

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