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"Minha morte interessa a muita gente", diz Bolsonaro

REUTERS/Adriano Machado
Imagem: REUTERS/Adriano Machado

Marina Lang

Colaboração para o UOL, no Rio

29/11/2018 14h33

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), se manifestou nesta quinta-feira (29) sobre os comentários feitos por seu filho Carlos Bolsonaro, que escreveu no Twitter que a morte de seu pai interessaria “aos que estão muito perto”.

“Minha morte interessa a muita gente”, declarou Bolsonaro após participar da formatura da Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais, na Vila Militar, zona norte do Rio.

Na noite de quarta-feira (28), Carlos disse que "a morte de Jair Bolsonaro não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto. Principalmente após de sua posse!"

Questionado por jornalistas sobre quem seriam essas pessoas próximas, Bolsonaro disse não saber.

“[O homem que me deu] A facada estava muito próxima de mim. Inclusive [Adélio Bispo de Oliveira, que o esfaqueou em setembro] recentemente era filiado ao PSOL. Houve o fato da tentativa de entrar na Câmara com o nome dele, é preciso aprofundar as investigações”, declarou.

A Polícia Legislativa da Câmara, porém, já informou que o registro de Adélio na Câmara foi um erro. Um funcionário foi consultar no sistema um eventual entrada do agressor no local, quatro horas após o esfaqueamento, e por engano registrou a entrada.

O presidente eleito também elogiou a Operação Lava Jato --que prendeu, na manhã desta quinta-feira, o governador Luiz Fernando Pezão (MDB).

“Parabéns, Lava Jato. O recado que dou a vocês é a própria presença do Sergio Moro no Ministério da Justiça. [Ele] vai ter todos os meios, inclusive Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] para combater a corrupção. O compromisso que tive com ele é carta-branca para o combate à corrupção e ao crime organizado. Com toda a certeza ele terá sucesso”, celebrou.

Bolsonaro declarou ainda que faltam apenas dois nomes para composição ministerial: um para a pasta do Meio Ambiente e outro para a pasta que deve agregar Direitos Humanos, Mulheres e Família. Os nomes, segundo ele, ainda não foram definidos.

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