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Bolsonaro passa mal no 5º dia após a cirurgia; filho Carlos fala em recaída

Divulgação/Presidência da República
31.jan.2019 - O presidente Jair Bolsonaro (PSL) despacha de quarto do hospital Albert Einstein, em São Paulo. Imagem: Divulgação/Presidência da República

Gabriel Sabóia

Do UOL, no Rio

2019-02-02T19:04:11

02/02/2019 19h04

No quinto dia após a operação para retirada da bolsa de colostomia, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se sentiu mal neste sábado (2). 

De acordo com o boletim médico divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, o presidente teve "um episódio de náuseas e vômito" e, por isso, segue usando uma sonda nasogástrica. 

O hospital informa que Bolsonaro segue "sem dor, afebril e com exames laboratoriais normais". O comunicado ainda diz que ele se encontra em jejum e com nutrição parenteral exclusiva.

reprodução/Twitter
Carlos Bolsonaro comemora a melhora do pai, Jair Bolsonaro (PSL), que se sentiu mal neste sábado Imagem: reprodução/Twitter

Pelo Twitter, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente, escreveu sobre o episódio.

"Pela tarde meu pai teve uma recaída, mas está nas mãos de profissionais excepcionais e a situação se normalizou. Está descansando vendo o seu time jogar. Continuem com as suas orações e apoios! Faz toda diferença!", afirmou.

Foi a primeira piora de Bolsonaro desde a cirurgia. Nos dias anteriores, o presidente apresentava melhoras gradativas e sucessivas e chegou a ser advertido pelos médicos por realizar videoconferências. A recomendação é que se poupe e evite falar enquanto se recupera.

Enquanto se recupera no hospital, Bolsonaro assistiu pela TV à derrota do Palmeiras --time para o qual o presidente afirma torcer -- contra o Corinthians. O presidente também seguiu a votação que elegeu o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado Federal -- fato visto como uma vitória para o governo.

Retirada da bolsa de Colostomia

Após ter sido perfurado em um ataque a faca em Juiz de Fora, em Minas Gerais, durante a campanha eleitoral em 6 de setembro do ano passado, a intenção da cirurgia era retirar a bolsa de colostomia acoplada ao abdômen de Bolsonaro - o que foi feito com sucesso - e devolver a ele o fluxo normal dos alimentos no intestino, em processo.

De acordo com o especialista e a própria equipe médica que realizará a operação no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, "o pior já passou". A reconstrução do trânsito intestinal é considerada uma operação "tranquila", mas que requer cuidado no pós-operatório.

Bolsonaro deve ficar pelo menos mais uma semana internado e continua despachando do hospital.