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Eleição para a presidência do Senado é feita com voto em cédulas

Plenário do Senado durante 2ª reunião preparatória destinada à eleição do presidente do Senado; José Maranhão (MDB-PB) preside - Geraldo Magela/Agência Senado
Plenário do Senado durante 2ª reunião preparatória destinada à eleição do presidente do Senado; José Maranhão (MDB-PB) preside Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

02/02/2019 13h03Atualizada em 02/02/2019 16h01

A eleição para a escolha do novo presidente do Senado será feita em cédula. A decisão foi tomada após uma discussão, na sessão deste sábado (2), sobre como a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), tetraplégica, poderia votar.

A parlamentar, então, comentou que possui uma pessoa de confiança para anotar o voto para ela, o que resguarda o sigilo de seu voto. "Não acho justo, de forma alguma, mudar uma decisão por minha causa", disse. "Não posso ser alguém que vai mudar decisão do plenário, ou o formato, por conta da minha condição. E, hoje, eu me viro aqui. E futuramente, se precisarmos melhorar a acessibilidade, vou colaborar para que isso aconteça".

Antes da declaração da senadora, cogitou-se a possibilidade de que o voto fosse eletrônico, o que gerou protesto do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), que chegou a pedir a presença de seu médico no plenário caso a votação fosse em urna eletrônica. 

"Se não tiver cédula, eu vou sofrer um infarto", comentou. "Com 58 anos de idade, eu vou sofrer um infarto se não tiver cédula." Kajuru defendia o voto aberto, decisão da maioria dos senadores na sessão de sexta-feira (1º). Mas, na madrugada deste sábado (2), o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, decidiu que a votação para escolha do novo presidente do Senado fosse secreta. Os senadores, então, passaram a discutir a forma do voto: se em cédula ou em urna eletrônica.

Presidente da sessão, o senador José Maranhão (MDB-PB) brincou após a declaração de Kajuru. "Vai ter cédula, então. Vossa Excelência já recebeu o antídoto necessário para não ter esse infarto", comentou Maranhão. 

A decisão de Toffoli pelo voto secreto foi tomada após, na sexta-feira (1º), em uma sessão marcada por confusões, os senadores terem decidido que a votação para a escolha do novo comando da Casa fosse aberta. O caos de ontem fez com que uma nova sessão fosse marcada para este sábado a fim de o pleito ser, finalmente, realizado.

Novata na Casa, a senadora Selma Arruda (PSL-MT) declarou em plenário que o voto não fosse nas urnas eletrônicas, insistindo que o voto fosse em cédula. "Votar ali secretamente na urna e declarar outra coisa, isso não é transparência. Nós queremos transparência de verdade. Pegue seu voto e mostre. Isso só se faz com cédula", comentou.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) foi um dos principais defensores do voto secreto, por via eletrônica, mas disse que não se importava se os colegas desejassem declarar sua escolha para a presidência da Câmara posteriormente. "Não é possível que 81 homens e mulheres que compõem o Senado da República precisem mostrar o voto a alguém sob a suspeita de que ele não está votando naquilo que o outro quer que ele vote", comentou. 

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