Topo

Dodge não se candidata à reeleição da Procuradoria Geral da República

AFP
Raquel Dodge, procuradora-geral da República Imagem: AFP

Alex Tajra*

Do UOL, em São Paulo

2019-05-15T19:57:35

15/05/2019 19h57

A atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, não se inscreveu para a eleição que escolherá três nomes para serem oferecidos a Jair Bolsonaro (PSL) para que ele indique o novo chefe do Ministério Público Federal (MPF). O presidente não é obrigado seguir a lista e pode escolher outro nome - inclusive o de Dodge.

O prazo para inscrições, realizadas na sede da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), terminou às 18h de hoje, com dez inscritos:

  1. Antonio Carlos Fonseca Silva, subprocurador-geral da República
  2. Blal Dalloul, procurador regional da República
  3. José Bonifácio de Andrada, subprocurador-geral da República
  4. José Robalinho Cavalcanti, procurador regional da República
  5. Lauro Cardoso, procurador regional da República
  6. Luiza Frischeisen, subprocuradora-geral da República
  7. Mário Bonsaglia, subprocurador-geral da República
  8. Nívio de Freitas, subprocurador-geral da República
  9. Paulo Eduardo Bueno, subprocurador-geral da República
  10. Vladimir Aras , procurador regional da República

Qualquer membro de carreira do Ministério Público Federal com mais de 35 anos pode se candidatar à lista.

A eleição ocorrerá em junho, e o novo mandato à frente da PGR se inicia em 17 de setembro, com validade de dois anos.

Tradição

Desde 2003, primeiro ano de mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tornou-se tradição escolher o procurador-geral a partir da lista tríplice. Mas Bolsonaro pode ignorá-la.

Questionado por parlamentares e aliados sobre a escolha do novo PGR, Bolsonaro afirmou que atenderá à lista somente se tiver "um nome nosso".

Reconduzir Dodge para mais um mandato também é permitido por lei. Mas ela se encontra desgastada por embates com parlamentares e com ministros do Supremo Tribunal Federal -- o mais recente desses atritos se deu pelo inquérito aberto pelo presidente da corte, Dias Toffoli, que apura 'fake news' e difamações contra os magistrados.

Ao mesmo tempo, escolher alguém de fora da lista poderia criar um atrito do governo para com o MPF. Ao UOL, o presidente ANPR, procurador José Robalinho Cavalcanti, postulante à lista tríplice, disse que a escolha de um nome a partir dessa seleção garante a independência de atuação.

*Com reportagem de Felipe Amorim, do UOL em Brasília

Mais Política