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Sem citar Gilmar, Deltan diz que todos podem propor medidas a senadores

07.jul.2019 - Deltan Dallagnol fala sobre a Lava Jato em Congresso no Rio - Fernando Frazão/Agência Brasil
07.jul.2019 - Deltan Dallagnol fala sobre a Lava Jato em Congresso no Rio Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

Bruno Aragaki

Do UOL, em São Paulo

07/08/2019 23h15

O procurador Deltan Dallagnol, chefe da Operação Lava Jato em Curitiba, foi ao Twitter esta tarde afirmar que "qualquer cidadão, inclusive procuradores, pode sugerir medidas de interesse público para um senador".

Com a declaração, ele rebate reportagem publicada nesta manhã pelo UOL, em parceria com o site The Intercept Brasil, que revelou triangulação entre o procurador e o partido Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, para propor uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o ministro Gilmar Mendes,

Mensagens enviadas ao Intercept e analisadas em conjunto com o UOL mostram que Deltan articulou com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) uma ação contra Gilmar - o que extrapola as funções de um procurador.

Deltan não nega, nem afirma

No Twitter, Deltan não confirmou, nem refutou a medida.

Novamente, como tem feito desde que o site the Intercept Brasil começou a divulgar mensagens publicadas entre procuradores da Lava Jato, Deltan afirmou que os arquivos são "oriundos de crimes" e falou em "falsas acusações".

Randolfe Rodrigues e a Rede Sustentabilidade, em nota conjunta, negaram que o partido tenha sido usado para propor no STF uma ADPF elaborada pelos procuradores da Lava Jato.

Randolfe afirmou que tinha convicção na ação contra Gilmar apresentada por seu partido, mas negou ter aceitado pedido de Deltan para ir ao STF contra o ministro.

A Lava Jato disse que "não reconhece as mensagens que têm sido atribuídas a seus integrantes nas últimas semanas. O material é oriundo de crime cibernético e tem sido usado, editado ou fora de contexto, para embasar acusações e distorções que não correspondem à realidade. O UOL se recusou a enviar as supostas mensagens usadas na reportagem, o que prejudica o direito de resposta. Tratando do tema em abstrato, é plenamente lícito o contato com entidades da sociedade civil, públicas e privadas, inclusive o fornecimento de informações públicas e análises, para defender o interesse social nos temas de atuação do Ministério Público".

Entenda: Deltan usou partido para mover ação contra Gilmar

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