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Carlos Bolsonaro publica lista de transações suspeitas que inclui irmão

Carlos, Flávio e Jair Bolsonaro durante viagem a Taiwan, em 2018 Imagem: Flickr Família Bolsonaro

Beatriz Montesanti

Do UOL, em São Paulo

17/08/2019 21h08

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSL), segundo filho do presidente Jair Bolsonaro, publicou hoje no Twitter uma lista de políticos da Assembleia Legislativa do Rio envolvidos com movimentações financeiras suspeitas. Na lista, entre nomes do PT, PDT e DEM, há o nome de seu irmão mais velho, o hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL).

A lista faz parte de um relatório do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) do ano passado, que apontou movimentação atípica de auxiliares de 20 deputados da assembleia fluminense. O nome de Flávio consta devido às transações realizadas por seu ex-assessor, o policial militar Fabrício Queiroz, que está desaparecido há meses.

São citados parlamentares de diferentes pontos do espectro político, como Márcio Pacheco (PSC) e Márcia Jeovani (DEM). A lista foi publicada pela Folha no dia 12 de dezembro.

Carlos publicou a relação em resposta a um post do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) feito hoje pela manhã. Nele, Freixo cobra o ministro Sergio Moro quanto as atitudes do presidente sobre a Polícia Federal -Bolsonaro tenta interferir na indicação do Superintendente da PF no Rio.

"E aí, Sergio Moro, você vai continuar nesse silêncio constrangedor enquanto o seu chefe Jair Bolsonaro desmoraliza a Polícia Federal pra blindar o Queiroz e proteger a família? Prefere ficar calado pra não melindrar o clã, ministro?", escreveu Freixo.

Como resposta, o filho do presidente postou um print da lista, questionando o colega de Câmara sobre os nomes do PSOL ali presentes. "Aí maluc(x), o que tem pra falar sobre estes casos dos amigos do PSOL? Ou vai continuar fingindo que nada existe e que Copacabana Palace é Venezuela ou Cuba?", provocou.

Dois nomes do PSOL aparecem na relação: Eliomar Coelho e Wanderson Nogueira -este último, no entanto, foi retirado em uma atualização da matéria original. Segundo a Folha, o Coaf não identificou movimentação atípica relacionada ao deputado e a inclusão de seu nome foi um equívoco.

O relatório do Coaf foi produzido no âmbito da Operação Furna da Onça, que prendeu no ano passado dez deputados estaduais do Rio. Ele foi feito a pedido do Ministério Público Federal.

Ontem, o gabinete da Presidência respondeu a questionamento do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) sobre o paradeiro de seu ex-assessor. "Informo que o senhor presidente não possui informações referentes ao paradeiro do senhor Fabrício Queiroz", disse o chefe de gabinete Pedro Cesar Marques de Sousa em documento.

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