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Criador de rede pró-Bolsonaro vê Lava Jato mais ameaçada hoje do que com PT

O presidente Jair Bolsonaro (PSL)  -  Walterson Rosa 10.dez.18/Folhapress
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) Imagem: Walterson Rosa 10.dez.18/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

11/09/2019 10h09

O empreendedor Carlos Henrique Nacli Bastos, administrador de grupos de WhatsApp em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), passou a criticar o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O motivo do desconforto é o fato de o parlamentar articular contra a CPI da Lava Toga. Em entrevista ao site El País, o ativista disse que as queixas foram levadas a um grupo do aplicativo com 15 mil participantes.

De acordo com Carlos Henrique, o filho do presidente tem adotado as mesmas posturas de "caciques petistas".

"O senador Flávio Bolsonaro desde que foi pego no caso Queiroz ao invés de usar o lema tão defendido pelo seu pai "conhecereis a verdade e ela vos libertará" tem feito exatamente o contrário. Ele está fazendo exatamente a mesma coisa que os caciques petistas, emedebistas e peessedebistas fizeram quando seus nomes surgiram em delações, está se protegendo pelo foro privilegiado e enrolando como pode o STF. Isso para nós, que lutamos tanto em defesa da Lava Jato e a favor de uma limpeza no país, já serve como prova de culpa. Já diz o ditado: 'Quem não deve não teme'", disse.

Defensor do uso do aplicativo para combater fake news contra Bolsonaro na época da eleição, o empreendedor admite agora que as críticas podem afetar o governo.

"As críticas infelizmente atingem, sim, o Governo, porque o próprio presidente nacional do PSL (Luciano Bivar) já se posicionou contra a abertura da CPI. Isso demonstra que o partido do presidente não está em sintonia com o povo que sai nas ruas há tantos anos. Acredito que o Governo Bolsonaro tem que escolher qual lado ele quer ficar, se do lado do visível acordão comandado pelo centrão ou do lado do povo. O povo em sua maioria está cansado de ser enganado e manipulado e quanto mais tempo demorar para o Governo deixar claro qual lado está, maior será o desgaste", comentou.

Defensor da Lava Jato, Carlos Henrique acredita que a operação sofre mais risco agora do que nos tempos do PT.

"É com muita tristeza que digo que nem no Governo do PT a Lava Jato esteve tão ameaçada. Provas disso são a proibição da utilização dos dados do COAF nas investigações, a decisão da 2ª Turma do STF em anular a condenação de [Aldemir] Bendine, sentença que pode ser usada para anular outras cem condenações da Lava Jato, a Lei de Abuso de Autoridade, que pode beneficiar Renan Calheiros e [Roberto] Requião, e agora por último a visível guerra para tentar barrar a abertura da CPI da Lava Toga", disse.

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