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Após apontar erro de Evo, Huck apaga tuíte e muda tom em nova mensagem

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Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

11/11/2019 09h01

O apresentador Luciano Huck apagou um post sobre a renúncia de Evo Morales, que havia feito em seu Twitter ontem, e subiu uma nova mensagem na rede social. Na primeira versão, ele havia apontado erro do boliviano em tentar se perpetuar na presidência. Na segunda, adotou outro tom.

O primeiro tuíte, conforme o UOL noticiou ontem, dizia: "A renúncia de Evo Morales é uma chance única para renovar a democracia Boliviana. Errou ao tentar se perpetuar no poder. Errou ao não permitir uma saudável alternância no cargo, culminando num pleito fraudado segundo a OEA. Agora é juntar os cacos e cuidar para que não haja rupturas".

Após apagar este post inicial, Huck veio com outro: "Espero que a Bolivia restabeleça a sua democracia; eleições livres, e livres de fraudes. O Estado Democrático de Direito deve ser respeitado. Repudio todas as manifestações que vão contra a democracia, daqueles que fraudam eleições ou dos que usam da força para depor um presidente."

A volta atrás de Huck gerou crítica de Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República: "Assustado! O cara conseguiu ser criticado pela esquerda tradicional e pela nova esquerda em uma mesma situação! Esse aí tem pé quente!", tuitou ele.

A renúncia

Evo Morales renunciou à presidência da Bolívia em meio a uma profunda crise política no país. Ele deixou a capital La Paz e desembarcou em Cochabamba, sua região, para se encontrar com líderes cocaleiros. O agora ex-presidente se disse vítima de um golpe "cívico-político-policial" e afirmou que renunciou para tentar pacificar o país.

"Renuncio a meu cargo de presidente para que (Carlos) Mesa e (Luis Fernando) Camacho não continuem perseguindo dirigentes sociais", disse Morales em discurso transmitido pele TV, referindo-se a líderes opositores que convocaram protestos contra ele desde o dia seguinte às eleições de 20 de outubro e também aos ataques contra pessoas ligadas ao seu governo.

"Não sei como podem usar a Bíblia para maltratar famílias [em uma referência aos opositores]. Mesa e Camacho não façam isso. Isso é desumano", prosseguiu. "Não roubamos ninguém. Se alguém tem uma prova de roubo que apresente."

"[A renúncia] não é nenhuma traição. A luta continua. Estamos deixando uma nova Bolívia livre e em processo de desenvolvimento. Vamos continuar junto ao povo", afirmou Morales, que ficou 13 anos no poder.

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