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Artista cria obra para novo partido de Bolsonaro com cartuchos de balas

Painel escrito Aliança pelo Brasil formado por cartuchos de bala feito por Rodrigo Camacho - Lucaiana Amaral/UOL
Painel escrito Aliança pelo Brasil formado por cartuchos de bala feito por Rodrigo Camacho Imagem: Lucaiana Amaral/UOL

Luciana Amaral e Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

21/11/2019 13h08Atualizada em 21/11/2019 16h29

O futuro partido do presidente Jair Bolsonaro, Aliança pelo Brasil, ganhou um painel formado por cartuchos de balas. A obra estava em exposição em uma das entradas do evento de lançamento da sigla hoje, em Brasília.

Vários participantes posaram para fotos ao lado do objeto, alguns fazendo sinal de arma com as mãos. O gesto se tornou um dos símbolos da família Bolsonaro ao ter sido incentivado pelo presidente durante a campanha eleitoral no ano passado.

O criador da peça, Rodrigo Camacho, disse que a obra foi uma encomenda do deputado estadual Delegado Péricles (PSL-AM) e levou dois dias para ser feita. Foram utilizados cerca de 4 mil cartuchos de armas diversas, como fuzis, informou. O peso é de cerca de 50 kg.

Rodrigo Camacho com o painel formado por cartuchos de balas - Luciana Amaral/UOL
Rodrigo Camacho com o painel formado por cartuchos de balas
Imagem: Luciana Amaral/UOL

Camacho disse que não cobrou pela obra devido à projeção que teria como artista. Ele já presenteou a família Bolsonaro com obras criadas de forma semelhante.

Foram utilizados cartuchos de calibres .40, .50, 762 e 556 doados pelo Exército após treinamentos internos da corporação, disse.

Viabilidade do Aliança para eleições de 2020 não é garantida

A reunião de Bolsonaro para oficializar a decisão de sair do PSL aos aliados e discutir os meios da criação da nova sigla foi em 12 de novembro no Planalto. Após a desfiliação ser concretizada, o presidente fica sem partido até a criação do Aliança pelo Brasil.

A vontade do grupo pró-Bolsonaro dentro do PSL é que o Aliança pelo Brasil seja lançado até o março do ano que vem para que possam lançar candidatos próprios nas eleições municipais do ano que vem. Estarão em disputa os cargos de prefeitos e vereadores. Caso contrário, só poderão participar das eleições de 2022.

Seguindo a Justiça Eleitoral, o grupo bolsonarista agora precisa colher 500 mil assinaturas em ao menos nove estados e entregá-las ao TSE até março de 2020.

A vontade dos pesselistas dissidentes é que a coleta de assinaturas seja feita por meio de aplicativo com certificação digital a fim de acelerar o processo.

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