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Secretário de Cultura convidou esposa para dirigir teatro, revela documento

Junho de 2019: o secretário de Cultura Roberto Alvim e o presidente Jair Bolsonaro - Reprodução/Facebook
Junho de 2019: o secretário de Cultura Roberto Alvim e o presidente Jair Bolsonaro Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

30/11/2019 16h32

Documentos que vieram a público hoje comprovam que o secretário especial de Cultura da gestão Bolsonaro, Roberto Alvim, convidou a própria mulher para ser diretora de um teatro, quando ele era diretor da Funarte (Fundação Nacional de Artes). A informação foi divulgada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

No primeiro documento, Juliana Galdino, esposa de Alvim, assina uma declaração em que diz que aceita o cargo de diretora artística do Teatro Plínio Marcos, em Brasília, no período entre outubro de 2019 a setembro de 2020.

Ela assumiria a montagem da peça Os Demônios, baseada na obra do escritor russo Fiódor Dostoiévski. O projeto estava orçado no valor de R$ 3,5 milhões.

O segundo documento é o convite feito a Galdino assinado pelo diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, Roberto Rego Pinheiro, o nome civil do atual secretário de Cultura; Roberto Alvim é seu nome artístico.

Quando foi entrevistado sobre o assunto pela revista Veja, no mês de setembro, Alvim disse que sua mulher trabalharia de graça e que depois desistiu da contratação após ser alertado pela própria que nem assim ela poderia assumir o projeto da Funarte, justamente por ser casada com ele.

Errata: o texto foi atualizado
A reportagem do UOL se equivocou ao localizar o Teatro Plínio Marcos, da Funarte, em São Paulo. O local mencionado fica em Brasília. O texto foi corrigido.

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