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E. Bolsonaro ataca deputadas: "Raspe o sovaco, senão dá mau cheiro"

27.nov.2019 - O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) durante discussão com representantes do setor de telecomunicações - Pedro Ladeira/Folhapress
27.nov.2019 - O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) durante discussão com representantes do setor de telecomunicações Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

18/02/2020 22h16

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) insultar a repórter da Folha de S. Paulo Patrícia Campos Mello com uma insinuação sexual, seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (sem partido), atacou hoje, em discurso na Câmara, deputadas que se manifestaram contra o seu pai.

Chamando-as de "corja", Eduardo deu uma "banana" às parlamentares e pediu a elas: "Pode gritar à vontade, só raspa o sovaco, porque senão dá uma mau cheiro do caramba".

"Isso aqui [que as deputadas falaram] não passa de discurso político. Isso aqui é a imposição do politicamente correto para tentar calar a boca do presidente Jair Bolsonaro", disse Eduardo, que subiu à tribuna da Câmara ao lado das deputadas Caroline de Toni (PSL-SC), Major Fabiana (PSL-RJ), Bia Kicis (PSL-DF), Chris Tonietto (PSL-RJ) e Soraya Manato (PSL-ES).

Momentos antes, Fernanda Melchionna (PSOL - RS) tinha lido uma nota de repúdio assinadas por deputadas contra o ataque de Jair Bolsonaro. "Falamos em nome das mulheres brasileiras desrespeitadas por um presidente machista que ataca a liberdade de imprensa e desrespeita o conjunto das mulheres brasileiras", discursou.

Além de responder Melchionna, Eduardo também atacou o PT. "Esse tipo de discurso também revolta. A deputada diz que fala em nome de todas as mulheres. Calma aí, será que não tem mulher aqui comigo, não? Em nome das mulheres, uma banana! Eu queria saber onde elas estavam quando o Lula falou em mulheres de grelo duro. Onde vocês estavam? Estavam roubando dinheiro", afirmou o deputado.

O filho do presidente ainda insultou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. "Falou a deputada que o marido já foi preso. Democracia é só quando eles querem falar o que quiserem. Seu marido foi preso mesmo, não é? Ladra. A amante está falando no meu ouvido. Fala para ela segurar um pouco."

Na manhã de hoje, Bolsonaro afirmou que a jornalista "queria um furo", em referência a uma reportagem na qual Campos Mello entrevistou um ex-funcionário de uma agência de disparos em massa por Whatsapp.

"Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim", disse o presidente, que deu risadas da declaração ao lado de simpatizantes no Palácio da Alvorada.

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