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Lula relembra data simbólica: 'Há dois anos estava me entregando à PF'

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixa o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para se apresentar à Polícia Federal - Leonardo Benassatto/Reuters
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixa o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para se apresentar à Polícia Federal
Imagem: Leonardo Benassatto/Reuters

Do UOL, em São Paulo

07/04/2020 22h10

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relembrou a data em que foi preso pela Polícia Federal, em São Bernardo do Campo (SP), após condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da operação Lava Jato, dois anos atrás.

"Hoje é uma data simbólica. Há exatamente dois anos, mais ou menos nesse horário, eu estava me entregando à Polícia Federal em Curitiba", escreveu ele, nas redes sociais.

No dia 7 de abril de 2018, Lula deixou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em São Bernardo do Campo para se entregar à Polícia Federal e seguir para a prisão da Lava Jato, cerca de seis horas depois de seu comício.

O político foi preso para o cumprimento da pena de 12 anos e um mês no caso triplex, determinada pelo então juiz federal Sérgio Moro, em uma 'sala reservada' na sede da PF em Curitiba.

Apesar de Moro ter sugerido ao petista que se apresentasse até às 17h do dia 6, Lula não arredou o pé do sindicato, onde passou duas noites e fez seu último comício antes do cárcere. Na ocasião, Moro vetou expressamente o uso de algemas.

"Tomei a decisão de me entregar pra provar que o Moro e a Força Tarefa da Lava Jato eram mentirosos. Provamos. E vamos provar muita coisa ainda", garantiu ele, em seu perfil, hoje.

Lula deixou a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, em novembro do ano passado, após a decisão da Justiça Federal que autorizou sua soltura. Ele caminhou em direção aos apoiadores que o esperavam em um palco, onde fez um pronunciamento aos militantes.

O ex-presidente ficou 580 dias preso.

A liberdade do petista foi proferida pelo juiz Danilo Pereira Júnior, após a defesa de Lula pedir a libertação do ex-presidente com base na decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a validade da execução provisória de condenações criminais, conhecida como prisão após a segunda instância.

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