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Augusto Heleno diz que divulgação de vídeo na íntegra é 'ato impatriótico'

General Augusto Heleno, chefe do GSI, durante audiência na Câmara dos Deputados - FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
General Augusto Heleno, chefe do GSI, durante audiência na Câmara dos Deputados Imagem: FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

13/05/2020 21h56

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, afirmou hoje que pedir a íntegra do vídeo da reunião entre Jair Bolsonaro (sem partido) e ministros de governo configura como ato impatriótico e quase "um atentado à segurança nacional".

"Pleitear que seja divulgado, inteiramente, o vídeo de uma Reunião Ministerial, com assuntos confidenciais e até secretos, para atender a interesses políticos, é um ato impatriótico, quase um atentado à segurança nacional", escreveu ele hoje no Twitter.

A fala de Heleno foi publicada na rede social no mesmo dia em que a defesa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu que o vídeo da reunião ministerial seja exibido na íntegra.

A reunião em questão ocorreu no dia 22 de abril, dois dias antes da demissão de Moro e do então diretor geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. Em depoimento à PF, o ex-ministro afirmou que Bolsonaro tentava interferir em investigações da corporação e que o presidente o havia ameaçado, no dito encontro, caso não aceitasse a troca no comando do órgão.

O ministro Celso de Mello, relator do inquérito no STF que investiga o caso, em determinação publicada ontem, deu 48 horas para Moro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestaram sobre a possível retirada, total ou parcial, do sigilo da gravação.

Na manhã de hoje, os advogados de Moro pediram formalmente a divulgação.

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