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Sara Winter debocha de intimação para depor após ameaças ao STF: 'Não vou'

A ativista Sara Winter - reprodução/Instagram
A ativista Sara Winter Imagem: reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

01/06/2020 20h07

A ativista Sara Winter disse ter sido intimada pela Polícia Federal a prestar depoimento depois de amanhã sobre a ameaça que fez de "infernizar" a vida de Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), e sobre o inquérito que investiga seu envolvimento com um suposto esquema de fake news. Ela avisou que não comparecerá.

"A PF [Polícia Federal] acabou de sair da minha casa, entraram ILEGALMENTE, NÃO SE IDENTIFICARAM e vieram deixar uma intimação para depor daqui a dois dias, EU NÃO VOU! Vão me prender? Me tratar como bandido? Vão ter que se prestar a isso!", afirmou no Twitter.

Liderado por Sara Winter, o grupo bolsonarista autodenominado "300 do Brasil" fez anteontem um protesto em frente ao STF (veja o vídeo abaixo). Tudo começou quando a ativista leu o mandado de busca e apreensão relacionado ao inquérito das fake news.

O grupo marchou carregando tochas e gritando palavras de ordem contra o ministro Alexandre de Moraes; alguns participantes cobriram todo o rosto com máscara; apesar do nome do movimento, o ato reuniu poucas dezenas de pessoas.

"A gente vai infernizar a tua vida. A gente vai descobrir os lugares que você frequenta. A gente vai descobrir as empregadas domésticas que trabalham pro senhor. A gente vai descobrir tudo da sua vida", disse Sara em ameaça direcionada ao ministro do STF.

No início de maio, o MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) entrou com uma ação civil pública na Justiça pedindo o fim do acampamento "300 do Brasil" em qualquer parte do país. Os procuradores chamaram o grupo de "milícia armada".

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