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Advogado de Witzel critica Alerj sobre impeachment: "Tribunal de exceção"

Governador do RJ é alvo de um processo de impeachment por supostas fraudes envolvendo a pandemia - Adriano Machado
Governador do RJ é alvo de um processo de impeachment por supostas fraudes envolvendo a pandemia Imagem: Adriano Machado

Do UOL, em São Paulo

07/07/2020 10h55

Manoel Peixinho, advogado do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), condenou as recentes atitudes da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) em relação ao andamento do processo de impeachment do político.

Em entrevista à Jovem Pan, Peixinho acredita que a decisão de uma comissão de aprovar o prazo de 10 sessões para a defesa de Witzel - que volta a ser contado a partir de amanhã - é uma "gravíssima violação ao direito de defesa".

"Estamos diante de um tribunal de exceção, a Alerj quer passar por cima de um rito que é fundamental", disse Peixinho.

O advogado falou ainda que considera o processo contra seu cliente muito mais político do que judiciário.

O pedido de impeachment se baseia em supostas fraudes na gestão do governador diante da pandemia de coronavírus. Para Peixinho, "a fragilidade política do governador leva a Alerj a querer afastá-lo".

Por fim, Peixinho falou à rádio que não acredita que o afastamento do governador seja sacramentado. "O impeachment precisa de um ato direto do governador, não dos assessores ou outras pessoas, e não vejo uma responsabilização direta dele. Para que haja imputação do crime político, é preciso que haja uma prova inconteste que o governador cometeu esse crime. Ainda não há essa prova."

O andamento do caso

Depois da defesa de Witzel, que deve ser feita entre as próximas 10 sessões da Alerj, uma comissão formada de 25 deputados será responsável pela análise dos argumentos e enviará um parecer.

Somente depois disto, o plenário da Alerj votará pela aprovação ou não da denúncia - é preciso de 36 votos favoráveis para o afastamento.

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