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Ministro da Justiça escolhe novo diretor de inteligência da Seopi

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Luiz Mendonça, falará ao Congresso Nacional sobre o dossiê sigiloso relativo a supostos críticos à gestão de Jair Bolsonaro - Edu Andrade/Fatopress/Estadão Conteúdo
O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Luiz Mendonça, falará ao Congresso Nacional sobre o dossiê sigiloso relativo a supostos críticos à gestão de Jair Bolsonaro Imagem: Edu Andrade/Fatopress/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

05/08/2020 18h33

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, escolheu hoje o delegado Thiago Marcantonio Ferreira para o cargo de diretor de inteligência da Seopi (Secretaria de Operações Integradas). A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOI).

A exoneração de Gilson Libório de Oliveira Mendes aconteceu na segunda (3), após o ministro determinar a abertura de uma sindicância para apurar o trabalho da secretaria no levantamento de informações para a prevenção de crimes e preservação da segurança da população.

Conforme aponta Rubens Valente em sua coluna no UOL, a decisão ocorre depois ter sido revelado o levantamento secreto contra policiais antifascismo e quatro acadêmicos considerados "formadores de opinião".

Nesta semana, "O Estado de S. Paulo" mostrou que nove dos servidores que atuavam na área de inteligência do ministério, incluindo Libório, haviam sido nomeados pelo próprio André Mendonça, que assumiu a pasta após o pedido de demissão, em abril, do então ministro Sergio Moro.

Mendonça falará ao Congresso Nacional sobre o dossiê sigiloso elaborado pelo governo federal relativo a supostos críticos à gestão de Jair Bolsonaro (sem partido).

O ministro prestará explicações à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência na sexta-feira (7) à tarde. A reunião será por videoconferência e acessível somente aos membros do colegiado, formado por seis senadores e seis deputados federais.

Mendonça não negou nem confirmou a produção do relatório secreto, em entrevista à GloboNews.

"Existem contornos legais que limitam a minha fala. Estou limitado pela lei de expor de forma aberta numa entrevista. A lei prevê que relatórios, dados e informações de inteligência sejam divulgados de forma distinta. Não posso confirmar, nem negar a existência de um relatório de inteligência", disse Mendonça.

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