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PGR arquiva notícia-crime de desobediência contra Flávio Bolsonaro, diz TV

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) não compareceu em acareação com o empresário e suplente Paulo Marinho - Roque de Sá/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) não compareceu em acareação com o empresário e suplente Paulo Marinho Imagem: Roque de Sá/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

21/10/2020 22h51

A PGR (Procuradoria-Geral da República) arquivou hoje uma notícia-crime contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) por não comparecer na acareação com o empresário Paulo Marinho, em 21 de setembro. A representação foi entregue ao órgão pelo MPF-RJ (Ministério Público Federal do Rio de Janeiro), que enxergou na ausência possível crime de desobediência.

Segundo a PGR, em informação divulgada pela TV Globo, o senador não cometeu nenhuma infração; na condição de testemunha, diz o órgão, ele poderia escolher a ocasião em que realizaria seu depoimento.

Flávio e Marinho concederam depoimentos com versões diferentes sobre suposto vazamento de informações da operação policial Furna da Onça. O empresário alega ter ouvido do senador que um delegado da Polícia Federal vazou detalhes da operação. Flávio, no entanto, nega. Na acareação, eles seriam colocados frente a frente e teriam as versões confrontadas.

Na data marcada para que ambos comparecessem à sede do MPF no Rio, Flávio não apareceu. O procurador Eduardo Benones enxergou crime de desobediência no ato e encaminhou um documento à PGR para analisar o caso, afirmando que ele só poderia ter faltado por doença.

Benones afirmou ter sido informado de que Flávio não compareceria no mesmo dia da acareação, pouco antes que ela tivesse início.

Denúncia de Marinho

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Marinho — suplente de Flávio no Senado — declarou que o parlamentar foi avisado por um delegado da PF sobre a operação Furna da Onça. Isso aconteceu, segundo o empresário, entre o primeiro e o segundo turnos das eleições de 2018.

Na entrevista, Marinho afirmou que os policiais seguraram a operação para que não ocorresse próxima ao segundo turno e prejudicasse a então candidatura de Jair Bolsonaro. Ainda, policiais teriam aconselhado Flávio a demitir seu assessor Fabrício Queiroz e uma filha dele que trabalhava no gabinete de Jair em Brasília.

A Furna da Onça tornou público relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que apontava movimentação atípica na conta de Queiroz, além dos indícios da prática de rachadinha no gabinete de Flávio quando deputado estadual do Rio.

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