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Mourão minimiza fala sobre pólvora e critica politização de vacinas

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) diz que Bolsonaro usou "aforismo antigo" ao falar de pólvora - Francisco Stuckert/Fotoarena/Estadão Conteúdo
O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) diz que Bolsonaro usou "aforismo antigo" ao falar de pólvora Imagem: Francisco Stuckert/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

11/11/2020 09h54

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) atenuou hoje a repercussão de declarações de ontem de Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o relacionamento com o novo presidente nos Estados Unidos, Joe Biden. Segundo ele, o governante brasileiro utilizou um "aforismo antigo" ao falar na possibilidade de usar "pólvora" para proteger a Amazônia de um suposto interesse estrangeiro.

"Ele se referiu a um aforismo antigo que tem aí que, quando acaba a diplomacia, é com os canhões. É isso que ele se referiu."

Mourão também criticou o que chamou de "politização" das vacinas em teste na empreitada científica contra a pandemia do coronavírus. Várias possibilidades de imunizantes estão em desenvolvimento no Brasil e no exterior. Uma delas, a CoronaVac, de origem chinesa e fabricada pelo Instituto Butantan, em São Paulo, foi suspensa pela Anvisa após a morte de um voluntário.

Até o momento, no entanto, o óbito não tem relação comprovada com a pesquisa em andamento. O posicionamento da Anvisa ocorreu em meio a um cenário de disputas políticas entre o Bolsonaro e o governador paulista, João Doria (PSDB). Após a decisão da agência, o presidente postou mensagem no Facebook na qual cita a sua rixa com o tucano e afirma que "ganhou mais uma".

"O que não pode é politizar. Infelizmente aí, você sabe bem, essa questão está toda politizada. E fica o lado a e o lado b. Acho que isso não é bom", disse Mourão.

Questionado sobre os rumos do relacionamento entre Brasil e Estados Unidos, o vice-presidente declarou que a postura de Bolsonaro "não causa nada". "Isso tudo é figura de retórica. Tem que aguardar, tempo ao tempo."

Bolsonaro ainda não enviou mensagem pública destinada a Biden a fim de reconhecer a vitória dele nas urnas. Além da indisposição pessoal com o democrata, Bolsonaro considera que o resultado é ruim para o Brasil, pois o candidato derrotado, o atual presidente e concorrente à reeleição, Donald Trump, era um aliado de primeira hora.

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