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8 meses

MP acusa Flávio de comprar apartamento com dinheiro ilegal, diz jornal

A defesa de Flávio Bolsonaro criticou as denúncias - Roque de Sá/Agência Senado
A defesa de Flávio Bolsonaro criticou as denúncias Imagem: Roque de Sá/Agência Senado

Colaboração para o UOL

11/11/2020 14h12

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) entende que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) usou dinheiro ilegal para comprar um apartamento na Barra da Tijuca, em maio de 2014. Isso teria acontecido por meio do esquema de "rachadinhas", que teria rendido R$ 295,5 mil nas contas de Flávio e da esposa dele, a dentista Fernanda, no período que vai de abril de 2014 a agosto de 2018. A defesa do senador alegou que a denúncia é "insustentável". As informações foram reveladas pelo jornal O Globo.

Recentemente Flávio foi denunciado como líder de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Segundo O Globo, essas informações dos depósitos e do apartamento estão na denúncia oferecida ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio.

Os depósitos, que totalizaram R$ 295,5 mil, teriam sido identificados na quebra de sigilo bancário do senador e da mulher dele. Segundo o jornal, o MP alegou que os depósitos "não encontram lastro em valores sacados nas contas do casal" e, portanto, "não provêm de suas fontes lícitas de renda, mas sim dos valores desviados da Alerj pelos 'assessores fantasmas', por intermédio de operadores financeiros".

Recentemente uma ex-assessora de Flávio admitiu a existência do esquema de "rachadinhas" e apresentou detalhes sobre como o dinheiro era repassado para Fabrício Queiroz, acusado de comandar o repasse para Flávio.

O apartamento foi quitado por meio de cheques, transferências e um financiamento bancário. Primeiro, a conta de Fernanda foi utilizada para pagar um sinal de R$ 50 mil. Depois a conta de de Flávio serviu para abater parcelas de um crédito imobiliário de cerca de R$ 1 milhão.

De acordo com a denúncia do MP, revelada por O Globo, as contas eram irrigadas com depósitos pouco antes dos pagamentos de parcelas, que variavam entre R$ 11,5 mil e R$ 7,4 mil.

Segundo a denúncia, esse procedimento ocorreu, por exemplo, em 30 de setembro de 2016. Na data, a conta de Flávio recebeu 5 depósitos que somaram R$ 9 mil. No mesmo dia, foi efetuado o pagamento de uma parcela do financiamento do imóvel, no valor de R$ 8,7 mil. Movimentações semelhantes teriam se repetido diversas vezes em outras "datas próximas aos vencimentos das prestações do financiamento".

Defesa de Flávio Bolsonaro

O jornal O Globo procurou a defesa de Flávio Bolsonaro, que criticou a denúncia.

"Em função do segredo de Justiça, a defesa está impedida de comentar detalhes, mas garante que a denúncia contra Flávio Bolsonaro é insustentável. Dentre vícios processuais e erros de narrativa e matemáticos, a tese acusatória forjada contra o senador se mostra inviável e não passa de uma crônica macabra e mal engendrada, influenciada por grupos que têm claros interesses políticos e que, agora, tentam voltar ao poder. A denúncia, com tantos erros e vícios, não deve ser sequer recebida pelo Órgão Especial. Todos os defeitos de forma e de fundo da denúncia serão pontuados e rebatidos em documento próprios e no momento adequado", prometeu a defesa.

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