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Associação de Imprensa entra com pedido de impeachment de Pazuello

General Pazuello foi criticado pela ABI pelo combate contra covid-19 Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Colaboração para o UOL

06/01/2021 14h22

A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) entrou com um pedido de impeachment contra o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. A entidade alega que ele cometeu crime de responsabilidade e por isso não deve seguir na função pública.

O pedido de impeachment foi encaminhado para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e acusa Pazuello de cometer "práticas delituosas, que afrontam a Constituição Federal, em especial o artigo 196, que afirma ser a Saúde direito de todos e dever do Estado".

A ABI criticou Pazuello ser "complacente quanto ao uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19, tais como a hidroxicloroquina, a cloroquina, a ivermectina e azitromicina". E também abordou a gestão do Ministro sobre vacinas contra covid-19.

"O Ministro Eduardo Pazuello dá repetidas demonstrações de incompetência, ineficiência e incapacidade para desempenhar as tarefas de seu cargo. Não só não providenciou as imprescindíveis vacinas, como negligenciou até mesmo a aquisição de simples seringas para aplicá-las", criticou a agência em comunicado.

Ainda sobre vacinas, a ABI afirmou no pedido de impeachment que Pazuello criou "obstáculos para a utilização da Coronavac, por motivos ideológicos". A CoronaVac é produzida pelo Instituto Butantan, do estado de São Paulo, em parceria com o laboratório chinês SinoVac.

A ABI citou o presidente Jair Bolsonaro em comunicado, afirmando que a postura dele, que minimiza a gravidade da pandemia, não pode servir como escudo para Pazuello.

"Ainda que seu superior hierárquico, o presidente da República, inegavelmente tenha enorme responsabilidade nos desmandos, o ministro não pode escudar-se nesse fato para se abster de tomar as providências básicas que a função requer. É inaceitável a justificativa apresentada por Pazuello para não cumprir obrigações básicas. Ao afirmar que 'um manda, o outro obedece', o ministro lava as mãos e abdica de suas obrigações como ministro", analisou a ABI.

Agora o pedido pode ser analisado pelo presidente da Câmara dos Deputados, que atualmente é Rodrigo Maia (DEM). O objetivo final da ABI, além de tirar Pazuello do cargo, é deixá-lo afastado por até cinco anos para o exercício de qualquer função pública.

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